Paysandu usa polêmica sobre “seguidores árabes” para turbinar venda de ingressos na Série C
O Paysandu aproveitou uma polêmica surgida em um post da Máquina do Esporte para tirar onda de torcedores do arquirrival Remo e ainda turbinar a venda de ingressos para o jogo contra o Maringá , neste sábado (29), válido pela última rodada da fase classificatória da Série C do Brasileirão .
A publicação que iniciou um debate para lá de acalorado no Instagram era relativa à estratégia digital adotada pelo Papão a partir do fim do ano passado, logo após o rebaixamento na Série B e a renúncia do então presidente Roger Aguilera.
O diretor-executivo de comunicação e marketing Renato Costa explicou como foi realizado o trabalho que levou o clube a ultrapassar o Remo no agregado das redes e ainda empatar o jogo no Instagram (onde hoje os dois times contam com cerca de 1 milhão de seguidores), mesmo com o adversário estando na primeira divisão nacional.
No post da Máquina do Esporte , porém, não foram poucos os torcedores do Remo sugerindo que o Papão poderia ter recorrido à famigerada estratégia de compra de seguidores para alcançar esse resultado.
Essa prática, quando utilizada, costuma atrair uma série de usuários de fora do Brasil (que às vezes nem são pessoas reais, mas sim robôs), especialmente de países da África ou do Oriente Médio.
Na polêmica em questão, torcedores do Leão afirmaram que o crescimento digital do Paysandu teria sido potencializado como o uso de “seguidores árabes”.
O departamento de comunicação e marketing do Paysandu resolveu ironizar as acusações feitas pelos rivais e buscar uma forma de engajar ainda mais a torcida para o jogo contra o Maringá.
Na manhã desta quinta-feira (27), o perfil oficial do clube no Instagram publicou um post em árabe, informando que já haviam sido vendidos 25 mil ingressos para a partida.
A tendência é de que, até o fim do dia, a marca de 30 mil entradas comercializadas seja batida. A expectativa do clube é de que o jogo de sábado atraia entre 40 mil e 50 mil torcedores ao Estádio do Mangueirão, em Belém (PA), o que seria recorde de público na história da Série C.
Em conversa com a Máquina do Esporte , Costa lembrou que, de tempos em tempos, a Meta (empresa proprietária de redes como Instagram e Facebook) costumava fazer “limpas” de seguidores nos perfis de inúmeras organizações, inclusive times de futebol.
Essa política da companhia, que tem o objetivo de manter a integridade da base de usuários (garantindo que seja composta por pessoas reais), acaba por eliminar contas inativas, falsas ou compradas.
“Não adianta comprar seguidor, porque ele vai sair da base”, explicou Costa. De acordo com ele, a aquisição de seguidores não é uma estratégia que costuma ser adotada por clubes ou empresas.
“O que você busca é audiência, é cliente. Nosso objetivo final nunca é ter um número virtual, mas sim vender ingressos, produtos do clube, planos de sócio-torcedor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.