Santos recorre ao STJD e busca liberação de Neymar para enfrentar o Coritiba
O Santos entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar reduzir a suspensão de Neymar e contar com o camisa 10 no confronto contra o Coritiba, marcado para o dia 18 de novembro, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A diretoria santista está confiante na possibilidade de conseguir a liberação antecipada do atacante, que foi punido com duas partidas de suspensão após um episódio envolvendo o Protocolo Vini Jr., durante a partida contra o Bahia.
O recurso será julgado no dia 5 de novembro, antes do confronto com a equipe paranaense.
Com isso, o clube terá uma definição sobre a situação do jogador com antecedência suficiente para organizar a preparação da equipe.
A punição foi determinada pela Segunda Comissão Disciplinar do STJD, após Neymar cobrir a boca durante uma discussão com Rodrigo Nestor, do Bahia.
O tribunal entendeu que o gesto violou as determinações do protocolo criado para combater manifestações racistas no futebol.
O Santos, por sua vez, considera que a punição aplicada foi excessiva e pretende apresentar argumentos para conseguir a redução da pena.
Santos apresenta argumentos para tentar reduzir suspensão O departamento jurídico santista trabalha com duas principais linhas de argumentação para tentar modificar a decisão do tribunal.
A primeira é questionar o enquadramento da atitude de Neymar no Protocolo Vini Jr.
Na interpretação do clube, o atacante não teria cometido qualquer manifestação racista ou difamatória durante a discussão com Rodrigo Nestor.
A defesa sustenta que o episódio aconteceu em um contexto de troca de provocações entre os jogadores.
O segundo argumento envolve a comparação com punições aplicadas recentemente a outros atletas.
O Santos pretende utilizar como referência os casos de Arthur Cabral, do Botafogo, e Breno Lopes, do Coritiba, que também foram punidos por situações relacionadas ao protocolo, mas receberam apenas uma partida de suspensão.
A intenção do clube é demonstrar que houve diferença no tratamento disciplinar de episódios considerados semelhantes.
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