PIB do Brasil desacelera e sobe 0,5% no 2º trimestre. Como afeta o seu bolso?
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, indicador mais importante do avanço da economia do país, cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, apontou o Instituto Brasileiro de Greografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1).
O dado desacelerou em relação ao trimestre anterior, quando o avanço foi de o avanço foi de 1,1%.
A mediana das previsões de 62 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor apontava para um crescimento de 0,4% no segundo trimestre.
Assim, o PIB veio um pouco maior que o esperado, mas dentro do intervalo das projeções, que variavam de 0,2% a 0,7%.
Como afeta o bolso do investidor? O fato de o PIB ter vindo um pouco acima das expectativas dos economistas, mas dentro do intervalo das projeções, é importante porque reduz surpresas, em um momento em que os investidores e o Banco Central estão especialmente atentos à inflação.
Quando o PIB avança, a demanda das pessoas sobe, aumenta a dificuldade para as empresas atenderam à demanda e a inflação pode acelerar.
Assim, um número muito acima do esperado pode reforçar a percepção de uma economia ainda aquecida e elevar as apostas de que o Banco Central manterá a Selic, a taxa referência para os juros da economia, alta por mais tempo, para controlar a inflação.
Já um indicador dentro das expectativas reforça as apostas de que o Banco Central cortará os juros no país.
Na semana passada, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do Brasil, caiu 0,40% em agosto.
Assim, desacelerou bastante em comparação a julho, quando subiu 0,06%, e apontou uma deflação, isso é, uma redução dos preços, um movimento inverso ao da inflação.
A deflação fortaleceu a possibilidade do Banco Central continuar diminuindo os juros nas próximas reuniões.
A Selic atualmente está em 14% ao ano e a expectativa dos investidores é de uma redução de 0,25 ponto percentual neste mês, para 13,75% ao ano, aponta o Termômetro do Copom.
Uma guerra e uma eleição no caminho No atual cenário, a guerra entre Estados Unidos e o Irã contribuiu para a disparada do petróleo, o que gerou um alerta inflacionário no mundo todo.
Como o petróleo é essencial para combustíveis e para o transporte de todos os produtos, quando o barril fica mais caro, empresas passam a gastar mais com gasolina e energia, elevando os custos de produção.
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