Chefe do Exército dos EUA renuncia em meio a tensões com Pete Hegseth
O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca na segunda-feira (31/08), em meio às disputas internas do Pentágono e aos atritos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto ao The Wall Street Journal . Conforme um oficial do Exército, Driscoll “conversou com o presidente [Donald Trump] sobre a situação atual do Exército e apresentou sua renúncia”.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, elogiou a atuação de Driscoll ao afirmar que ele “tem sido extremamente eficaz em avançar a agenda do presidente Trump para tornar a América forte novamente no Departamento do Exército” e destacou sua liderança “durante operações militares históricas”, além de ter tido uma participação ativa nas negociações entre Rússia e Ucrânia.
De acordo com fontes familiarizadas citadas pela imprensa local, o relacionamento próximo entre Driscoll e o vice-presidente J.D. Vance, que estudaram juntos na Faculdade de Direito de Yael, representava uma ameaça a Hegseth, que interpretava como uma tentativa de contornar sua autoridade.
O secretário do Exército também teria ganhado a confiança de Trump, a ponto do presidente nomeá-lo no ano passado para voltar à mesa de negociações com a Rússia sobre a guerra na Ucrânia. A combinação desses fatores teria feito dele uma figura desconfortável para o Pentágono.
As tensões com Hegseth não foram o único antecedente. No início deste ano, o secretário de Defesa demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George , e outros dois generais de alto escalão. George e Driscoll trabalhavam juntos e a exoneração foi interpretada como uma ameaça.
A renúncia desta segunda-feira ocorre em um momento delicado para as forças armadas norte-americanas, que estão em seu sexto mês de guerra contra o Irã, sem previsão de paz. Os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea teriam avisado que prolongar as operações em larga escala contra o país persa seria insustentável.
O governo de Trump não se pronunciou de imediato sobre a demissão, muito menos quem ocupará o cargo nem quando o substituto será anunciado.
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