Casos de tráfico levam polícia a apurar licenças para cultivar maconha
A Polícia Civil da região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo , poderá analisar cada novo habeas corpus, concedido a moradores da região, que autoriza o autocultivo de maconha .
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, surgiu após a Operação Cannabusiness , que apura o tráfico de drogas a partir de decisões judiciais que permitem o cultivo de cannabis.
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão na última terça-feira (18/8) em 14 cidades: São José do rio Preto; Mirassol; Bady Bassitt; Cedral; Uchoa; Guapiaçu; Palestina; Urupês; Monte Azul; Ouroeste; Nhandeara; Cardoso; Arealva, e Olímpia.
Dois dos alvos possuíam o salvo-conduto de cultivo.
Também foram bloqueados valores de seis indiciados em contas correntes em valor ainda não contabilizado, além do confisco de imóveis em Cedral e Rio Preto.
Foram mapeadas, ainda, 27 plantações na região de São José do Rio Preto, que podem ultrapassar os 3 mil pés da planta na região.
Duas delas resultaram em investigação criminal e na instauração de inquéritos policiais.
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Os investigados têm salvo-conduto instransferível para plantar e extrair óleo de cannabis para uso próprio em razão de graves comorbidades, como ansiedade generalizada, dor crônica e depressão.
No entanto, eles estariam desviando da finalidade original e remetendo o produto e outros derivados para várias partes do país, no que caracteriza tráfico de drogas .
Polícia pode investigar licenças para cultivo de maconha A partir dos achados na investigação, o delegado Contelli instituiu um protocolo de fiscalização dos cultivos de cannabis sativa alcançados por meio de decisões judiciais.
Uma portaria publicada também na última terça determina que cada decisão judicial será cadastrada em repositório de inteligência , no Centro de Inteligência Policial, sob coordenação da Delegacia Seccional.
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