Dark Horse, Ciro Nogueira, Cláudio Castro e Jaques Wagner: o que a PF investiga no caso Master
As novas apurações da PF atravessam partidos e investigam possíveis vantagens políticas e financeiras oferecidas pelo grupo de Daniel Vorcaro.
Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal revelam quatro frentes de investigação sobre as relações políticas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
As apurações alcançam os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), além do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Os investigadores analisam suspeitas que vão do financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro à atuação política em favor do banco e a investimentos bilionários realizados pelo Rioprevidência.
Uma das frentes investiga o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia sobre a trajetória pessoal e política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, Flávio Bolsonaro teria atuado como “interlocutor direto” de Daniel Vorcaro nas negociações envolvendo os recursos para o longa.
A PF afirma ter identificado mensagens sobre cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento das gravações. Em uma das conversas, Flávio teria demonstrado preocupação com compromissos assumidos com o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
O valor negociado poderia chegar a US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões. Documentos citados pela emissora apontam que pelo menos US$ 10,6 milhões cerca de R$ 61 milhões teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Os investigadores também encontraram uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre a administração dos recursos nos Estados Unidos. A PF tenta esclarecer a origem, a movimentação e o destino do dinheiro utilizado na produção.
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