Pacientes e familiares denunciam suspensão de cirurgias no HGR por falta de insumos; Sesau nega
Fachado do HGR (Foto: Ascom/Sesau) Pacientes internados no Hospital Geral de Roraima (HGR) e seus familiares denunciam a suspensão de cirurgias de grande porte e a falta de medicamentos e insumos necessários para a realização dos procedimentos.
Segundo os relatos, cerca de 15 pacientes cardiológicos aguardam cirurgias.
A suspensão foi recomendada nesta quarta-feira (7) pela Coordenação Médica do Serviço de Anestesiologia do hospital, conforme documento ao qual a reportagem da FolhaBV teve acesso.
De acordo com os familiares, esta é a segunda vez, em menos de três semanas, que as cirurgias são suspensas.
A primeira ocorreu em 22 de setembro.
“E o pior é que é a segunda vez que é suspenso.
Em menos de três semanas.
Final de setembro foi suspenso, ficou uma semana fora, agora já está suspenso de novo.
Então, um negócio que já é lento, por si só, mesmo estando normal, com suspensão então, paciente fica à mercê aqui, abandonado no HGR”, relatou um familiar.
O documento aponta a falta de medicamentos utilizados na anestesia, além de materiais necessários para acompanhar os sinais vitais dos pacientes e garantir suporte durante as cirurgias.
Entre os itens estão: Remifentanil; Dexmedetomidina (Precedex); Quetamina; Etomidato; Propofol; Cateteres para medir a pressão arterial de forma invasiva (PAI); Materiais para acesso venoso central; Cal sodada, utilizada no funcionamento de determinados aparelhos de anestesia.
Em outro trecho, o documento alerta para os riscos associados à realização de procedimentos sem a disponibilidade dos insumos necessários.
Confira: “Tal cenário eleva o risco de intercorrências perioperatórias, dificulta a adoção de condutas anestésicas seguras e pode resultar em exposição indevida do paciente a eventos adversos evitáveis.
Do ponto de vista técnico-assistencial, a realização de procedimentos eletivos de grande porte em contexto de desabastecimento de insumos críticos contraria os princípios da boa prática médica, da prudência clínica e da segurança do paciente, especialmente quando não há garantia mínima de condições adequadas para monitorização, indução anestésica, manutenção intraoperatória e resposta imediata a possíveis complicações”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.