Governo anuncia R$ 2,5 bilhões para inteligência artificial e parceria com gigante chinês
Um pacote de investimentos de R$ 2,5 bilhões para ampliar a infraestrutura necessária para desenvolver e treinar modelos de inteligência artificial no país.
E uma parceria de tecnologia com o gigante chinês Huawei.
Ambos foram anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (20), em pronunciamento no Parque Tecnológico de Macaíba, a 30 quilômetros de Natal (RN).
A ideia do governo é comprar um supercomputador, que será instalado na região metropolitana da capital potiguar, a implantação de uma infraestrutura de computação avançada no Rio de Janeiro, em parceria da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) com a Huawei, e a estruturação de uma nuvem brasileira, com computadores no Brasil e controle sobre o software.
A decisão de alocar a máquina no Nordeste e de fazer uma parceria com a China foi antecipada pela Folha de S.
Paulo.
Quando justificou a escolha do local, Lula disse: “Eu não tenho nada contra o Sul, nem contra o Sudeste”.
“Mas não é justo colocar todo o investimento onde já está toda riqueza”, emendou.
Os recursos já estão garantidos no FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por meio do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia).
A União destinará cerca de R$ 1 bilhão ao edital de compra do supercomputador, R$ 1,27 bilhão ao longo de quatro anos a um centro de computação avançada no Rio e R$ 125 milhões ao desenvolvimento de chips livres de patente.
O pacote ainda inclui investimento de R$ 50 milhões em um Centro de Transparência Algorítmica, comandado por pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) a fim de produzir análises de risco e falha dos modelos de IA disponíveis no mercado, aos moldes do que existe na Europa.
O último anúncio é uma parceria com empresas de tecnologia para a chamada “nuvem brasileira”, ainda sem indicação de custo no orçamento.
O governo já investiu mais de R$ 1 bilhão na instalação de servidores de nuvem, fornecidos pelas big techs e sob o controle do Serpro e da Dataprev.
A ideia é que esses servidores, usados na infraestrutura de computação pública, passem a ser fabricados no Brasil e usem software compartilhado com a União.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.