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'Traficante novo na cidade': VÍDEOS mostram falas sobre aparência e origem de juiz indígena que diz ser vítima de perseguição

G1 Santa Catarina ·
'Traficante novo na cidade': VÍDEOS mostram falas sobre aparência e origem de juiz indígena que diz ser vítima de perseguição

O juiz Yves Guachala, no dia em que tomou posse no TJSC Flickr/TJSC Vídeos obtidos com exclusividade pelo g1 mostram advogados e servidores fazendo comentários sobre a origem indígena e a aparência do juiz Yves Luan Carvalho Guachala.

Os depoimentos foram prestados em uma investigação da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O procedimento foi instaurado para apurar a atuação de Guachala na comarca de Catanduvas (veja abaixo).

O magistrado, hoje afastado do cargo e correndo risco de demissão, afirma ser vítima de discriminação.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e afirma que o magistrado sofre perseguição etno-ideológica. 'Traficante novo na cidade' Advogada diz que juiz indígena é chamado de 'novo traficante da cidade' Em uma das gravações, uma advogada começa seu depoimento afirmando que já atuou na Justiça da Itália.

Depois, ela afirma que se "assustou" com uma sentença emitida pelo juiz Yves Guachala condenando seu cliente a 40 anos e 10 meses de prisão pelo abuso de uma mulher indígena.

"Ele me deu uma aula de história por causa da questão indígena na sentença", disse, ao considerar a pena alta para o que ela inicialmente havia previsto para o seu cliente.

Segundo ela, o "máximo" seria de 16 anos de prisão pelo crime.

Na mesma gravação, ela diz que a comunidade tem a percepção de que Yves Guachala é "benevolente com o tráfico" e que "ouviu" que o juiz parecia um "traficante novo da cidade".

Ela também cita aspectos da vida pessoal do magistrado.

Diz que o viu se exercitando em um lugar público enquanto participava de uma ação social e comentou sobre sua aparência.

"Ele de fone de ouvido, regata e bermuda rasgada, ali no centro, no meio de todo mundo, fazendo atividade física." Guachala contesta as declarações.

O juiz afirma que o caso citado no depoimento, em que a pena teria sido "muito alta", era o julgamento de um estupro contra uma indígena menor de idade.

O magistrado diz ainda que a advogada atua na área criminal e, por isso, sabe que ele nunca teve seu nome atrelado ao tráfico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.

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