Kassio articula manobra para calar Exército do Lula 48 horas antes da eleição, denuncia Os 3
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, articula uma mudança nas regras eleitorais que pode impedir o Exército do Lula, canal de WhatsApp comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), de publicar propaganda política nas 48 horas anteriores ao segundo turno.
A denúncia foi feita na manhã desta quarta-feira (21) pelo programa Os 3 da Manhã , apresentado por Leandro Demori, Vivian Mesquita e César Calejon.
Segundo a apuração revelada por Demori durante a transmissão ao vivo, Kassio prepara uma votação virtual de última hora para restringir a atuação de grandes canais de WhatsApp nos dois dias anteriores à eleição de domingo (25).
A iniciativa ameaça interromper a mobilização de milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justamente na reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Uma minuta de resolução atribuída ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, prevê aplicar a restrição a canais de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores , durante as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores à eleição.
O texto foi obtido pela jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, que também confirmou a articulação.
Kassio negou a interlocutores a existência da proposta.
Se aprovada, a regra atingiria canais já em funcionamento, incluindo o Exército do Lula, que se aproxima dos seis milhões de inscritos.
O texto ainda não havia sido aprovado pelo plenário do TSE.
Demori também publicou o alerta em seu perfil no X.
Confira a publicação do jornalista .
Assista à edição do Os 3 da Manhã desta quarta-feira: Exército do Lula pode sofrer nova restrição A possível mudança ocorre depois de uma sequência de decisões de Kassio contra o canal de Janones.
Desde 11 de outubro, quando o ministro determinou sua suspensão a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, o Exército do Lula passou por bloqueios, liberações e novas exigências impostas pela Justiça Eleitoral.
Na primeira ofensiva, a campanha bolsonarista acusou o canal de disseminar desinformação e organizar ações coordenadas nas redes sociais.
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