Produtora de Dark Horse se negou a dar senha do celular à polícia
Karina Gama, produtora do filme Dark Horse e figura central na investigação sobre o financiamento da película, rejeitou fornecer à Polícia Civil de São Paulo a senha de acesso ao seu celular apreendido durante operação no dia 1º de junho.
Ainda que ela tenha movimentado mais de R$ 170 milhões de reais desde 2024, entre a Go Up (produtora do filme de Bolsonaro), o Instituto Conhecer Brasil (do contrato de wi-fi) e a Academia Nacional de Cultura (beneficiada por emendas), a Polícia Civil de São Paulo não encontrou nenhum computador nos endereços dela, da empresa e da ONG.
O único dispositivo eletrônico relacionado a Karina apreendido foi mesmo o celular, um Iphone, que não consta ter sido periciado até aqui, mais de 100 dias depois da operação .
A Polícia Científica de São Paulo se recusou a periciar um lote com 15 aparelhos porque os sacos foram lacrados com grande folga no lacre, o que permitia a introdução de um cabo USB que poderia modificá-los.
Karina se recusa a dar a senha A informação sobre a senha do celular no relatório do cumprimento de mandado de busca e apreensão no endereço residencial dela, em uma casa no Parque São Luís, na região da Brasilândia, zona norte da cidade.
De acordo com os policiais Fernando Ramalho e Julio Cesar Pereira, Karina inicialmente fraqueou o acesso ao interior do imóvel e, de imediato, acionou o advogado Márcio Sayeg, que chegou em poucos minutos.
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Na garagem foi vistoriado uma caminhonete Toyota, versão 2017/18, comprada por ela em 2018, mas nada de interesse da investigação foi encontrado no veículo.
O relatório detalha que Karina, devidamente orientada por seu defensor, “recusou-se a fornecer a senha de acesso ao aparelho celular apreendido”.
Como mostrou a coluna, a Polícia Científica se recusou a realizar perícia em 15 aparelhos apreendidos durante a operação – não são detalhados quais – porque a Polícia Civil os lacrou com uma folga pela qual seria possível passar um cabo USB, alterando o conteúdo dos equipamentos armazenados e afetando a cadeia de custódia .
Na documentação tornada pública neste domingo, compartilhada pela Polícia Civil de São Paulo com o Supremo Tribunal Federal (STF) após ordem do ministro Flávio Dino, não está a perícia no celular de Karina Gama .
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