Ninguém aguenta mais arte ruim de IA, mas dá para viver sem ela?
Quem acessa as redes sociais hoje não é apenas bombardeado por informações, mas também por imagens de diferentes estilos, formatos e linguagens.
Nesse cenário, um novo recurso ganhou espaço: as imagens criadas por inteligência artificial.
Muitos microempreendedores passaram a usar a ferramenta para divulgar produtos e serviços, mas ela também aparece em campanhas de eventos, feiras e até em materiais de órgãos públicos.
Nas redes sociais, o debate cresce em lados opostos.
Enquanto usuários e empresas enxergam a inteligência artificial como uma forma rápida e acessível de criar conteúdos, artistas e designers questionam os impactos dessa tecnologia no mercado criativo.
Eles apontam preocupações sobre a substituição de profissionais que dedicaram anos ao estudo e ao aperfeiçoamento de técnicas artísticas, além dos efeitos que o uso indiscriminado dessas ferramentas pode trazer para a valorização do trabalho autoral.
O diretor criativo da Bebop Branding, Felipe Melo, conta que a inteligência artificial ainda ocupa um espaço de descoberta e incerteza dentro do mercado criativo.
A ferramenta já passou a fazer parte da rotina de profissionais da área, mas também abriu discussões sobre direitos autorais, qualidade dos materiais produzidos e o futuro de profissões ligadas à criação.
Ao mesmo tempo em que amplia o acesso à comunicação para pequenos negócios, o uso sem critérios ainda gera questionamentos entre quem trabalha com design e publicidade.
“Eu acho que a inteligência artificial veio para democratizar um pouco a comunicação.
Quem não tem dinheiro para contratar uma agência ou um designer consegue dar um primeiro passo.
Mas existe uma diferença quando uma empresa maior ou um órgão público usa a ferramenta sem um olhar crítico.
Quando tudo fica na mão da IA, parece um desinteresse pelo próprio trabalho e pela profissão de quem se prepara para criar”.
Para o publicitário, o uso da inteligência artificial precisa considerar as diferentes realidades de quem recorre à ferramenta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.