Cueva leu 21 laudas e escreveu outras 13 em 4 minutos a favor de Lula
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, destacou, em decisão desta 3ª feira (13.out.2026), a rapidez com que o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, analisou uma petição de 21 laudas e assinou uma decisão de 13 laudas favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (PT), em menos de 4 minutos .
A observação consta de decisão desta 3ª feira (13.out.2026), na qual Nunes Marques manteve suspenso o canal “Exército do Lula” , administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e estabeleceu condições para sua reativação .
A defesa de Lula e do deputado federal André Janones (Rede-MG) apresentou a petição às 16h19 de domingo (11.out.2026).
Às 16h22, Cueva assinou uma decisão de 13 laudas que restabeleceu o funcionamento do canal, administrado por Janones e de inscritos.
O intervalo entre os registros processuais foi inferior a 4 minutos.
O Poder360 procurou Cueva para esclarecer como se deu a análise do pedido nesse período, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
Nunes Marques também criticou Cueva por ter revertido sua determinação sem aguardar uma manifestação do plenário do TSE.
“O Corregedor-Geral, contudo, não aguardou a manifestação colegiada: resolveu unilateralmente a controvérsia e determinou o restabelecimento do canal”, escreveu.
O presidente do TSE afirmou não conhecer precedente semelhante na história da Corte e questionou a justificativa apresentada pelo corregedor.
“Prudência é virtude exigida do julgador, não fonte de competência” , declarou.
ENTENDA O CASO A controvérsia começou no domingo (11.out), quando Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” .
A equipe de Flávio acusou os responsáveis pelo canal de disseminar informações falsas, como mensagens sobre uma possível redução de aposentadorias e a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso o candidato do PL fosse eleito.
Nunes Marques determinou que o WhatsApp impedisse novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do 2º turno, marcado para 25 de outubro.
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