Entregadores de app convocam motociatas pró-Lula pelo Brasil e mandam recado ao bolsonarismo
Entregadores de aplicativos de diferentes regiões do Brasil estão organizando motociatas em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em defesa da democracia.
As manifestações estão previstas para esta quarta-feira (21), na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, e também vão colocar em destaque as reivindicações trabalhistas de uma categoria que luta por melhores condições de remuneração e proteção social.
Em São Paulo, a concentração está marcada para as 10h, na Praça Charles Miller, na região do Pacaembu.
A mobilização reúne os movimentos Trabalhadores Sem Direitos, Vida Além do Trabalho (VAT), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Frente Povo Sem Medo, AMERJ, AMADF e Associação de Entregadores de Recife.
A iniciativa busca ampliar a participação política dos trabalhadores de plataformas digitais em um momento de disputa pelo apoio da categoria entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) .
Para os organizadores, as motociatas também representam uma maneira de disputar o significado político das motocicletas, que se tornaram uma marca das manifestações promovidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entregadores contestam aproximação de Flávio Bolsonaro A mobilização acontece após Flávio Bolsonaro participar de um encontro com motoboys em um ponto de apoio mantido pela prefeitura de São Paulo, acompanhado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Durante a atividade, segundo os organizadores das motociatas, o candidato do PL chegou a simular uma entrega com uma mochila nas costas.
O episódio provocou críticas entre representantes da categoria, que acusam os três políticos de realizar propaganda eleitoral irregular em um espaço financiado com recursos públicos, com oferecimento de vantagens aos participantes.
JR Freitas, um dos organizadores da mobilização, afirma ter ingressado com uma ação contra Flávio, Nunes e Tarcísio por suposta propaganda eleitoral irregular.
A acusação diz respeito à utilização do ponto de apoio para atividades de campanha e não representa, por si só, uma decisão da Justiça Eleitoral.
Os movimentos também questionam o histórico do bolsonarismo em relação aos direitos dos entregadores.
Segundo os organizadores, representantes desse campo político se posicionaram contra propostas defendidas pelo governo Lula durante as discussões sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Entre essas medidas estão a remuneração mínima de R$ 10 por entrega, o adicional de R$ 2,50 por quilômetro e o pagamento integral das entregas agrupadas, reivindicações apresentadas para combater a precarização do trabalho nas plataformas digitais.
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