Quem é o vice de Marçal investigado por suspeita de desviar fundo eleitoral
Suspeito de ser um dos beneficiários de esquema de desvio do fundo eleitoral do PRTB , Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, é réu por associação criminosa, disse ter elo com o PCC e declarou patrimônio milionário.
Avalanche disse que não comentaria o teor da investigação sobre esquema de desvio do fundo eleitoral em respeito ao sigilo do processo, mas nega ter cometido irregularidades.
Avalanche está no comando do PRTB desde 2024. Sua chegada ao posto é marcada por uma denúncia de fraude na eleição interna. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o político teria recrutado pessoas que se passaram por integrantes da sigla, com uso de documentos e assinaturas falsas.
Depois de ganhar a eleição, Avalanche teria agido para expulsar a então vice-presidente, Rachel de Carvalho, e seu grupo político do PRTB. Ele foi acusado de fazer ofensas misóginas e ameaçá-la de morte. Também teria coagido Rachel a participar de esquemas de extorsão contra prefeitos e outros políticos. Em março, se tornou réu por associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos . A reportagem procurou Avalanche, mas ele não comentou.
Presidente do PRTB coordenou a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. Durante a campanha, a Folha de S.Paulo revelou áudios em que ele diz a um aliado que tem vínculos com membros do PCC. A conversa ocorreu em um almoço com integrantes de seu partido e, conforme o jornal, o presidente da sigla tentava mostrar influência sobre autoridades do país. Ele nega vínculo com a facção.
Avalanche declarou patrimônio de R$ 495 milhões à Justiça Eleitoral, sendo R$ 491 milhões em criptomoedas. Em 2018, quando concorreu a deputado federal por Goiás pelo Podemos, disse ter R$ 379.800 em bens. Ele não foi eleito.
Presidente do PRTB tem 48 anos, esposa e dois filhos. Nascido em Anápolis, é filho de pastor evangélico e formado em direito.
A Polícia Federal investiga uma suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do PRTB nas eleições municipais de 2024. Os principais beneficiados, conforme apurou o UOL , seriam Avalanche e seus familiares. Questionado sobre suspeitas de crimes eleitorais e de improbidade administrativa, ele negou as irregularidades.
Q uebra de sigilo bancário mostrou esquema complexo. A investigação da PF identificou o uso de empresas intermediárias, saques em dinheiro vivo e até uso da conta de um adolescente de 13 anos para esconder a origem dos valores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.