Justiça bloqueia R$ 34,6 milhões em operação contra esquema de receptação de alianças de ouro em SP
Operação contra roubo de alianças Reprodução A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (24) uma operação contra uma rede suspeita de atuar desde o roubo de alianças e outras joias de ouro nas ruas até o derretimento das peças e a reinserção do metal no mercado.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.
A Operação Ouro Reverso 2 é realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e cumpre mandados na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo material da Polícia Civil, são 35 mandados judiciais, sendo 28 de busca e apreensão, quatro de prisão temporária e três de prisão preventiva.
A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic.
Entre os locais fiscalizados está uma região do Centro de São Paulo apontada pelos investigadores como "círculo de fogo", onde teriam sido identificadas empresas responsáveis por comprar joias roubadas e derreter o material.
De acordo com a investigação, o esquema funcionava como uma cadeia que começava com furtos e roubos de joias e passava por intermediários, comerciantes e empresas responsáveis por receber e processar o ouro.
O objetivo seria eliminar a identificação das peças e permitir que o metal de origem criminosa voltasse ao mercado.
Roubo, derretimento e lavagem A Polícia Civil divide a estrutura investigada em três grupos: executores, processadores e financiadores.
Os executores seriam responsáveis diretamente pelos furtos e roubos de joias nas ruas e atuariam sob coordenação de intermediários.
Os processadores seriam lojistas e receptadores que recebiam o material roubado e faziam o processamento inicial, incluindo o derretimento e a remanufatura das peças.
Já os financiadores seriam responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido com o esquema.
Segundo a investigação, eles utilizariam empresas de fachada e depósitos fracionados para ocultar a origem dos recursos e inseri-los no sistema financeiro.
O derretimento das joias é apontado pela polícia como um ponto central do esquema porque permitiria destruir evidências da origem das peças.
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