São Paulo faz jogo desesperador e flerta com maior vexame de sua história
Nos últimos anos, a palavra "vexame" foi utilizada para definir diversos resultados do São Paulo em diferentes competições. Nunca na história, porém, o clube teve um flerte tão próximo com seu maior vexame: a queda para a segunda divisão.
A derrota para a Chapecoense, que antes tinha somado apenas 11 pontos no Campeonato Brasileiro, mostra um time em situação mais desesperadora que 2013 e 2017. O São Paulo parece esgotar possibilidades do banco, tentou absolutamente todos os fatores que poderiam causar algo novo no atual modelo de jogo. Nada resolve.
O time de Dorival Júnior não está apenas atravessando uma fase ruim, mas sim dando sinais de um time que perdeu completamente a capacidade de reagir. Contra a Chapecoense, o desempenho foi absolutamente desesperador. Um São Paulo apático, vulnerável, sem criatividade, sem intensidade e, principalmente, de um técnico sem respostas.
Em 2013, o São Paulo tinha Muricy Ramalho e Rogério Ceni como guardiões do bem estar do clube na briga contra o Z4. Em 2017, havia a referência técnica de Hernanes e a sensação de que o time se tornava invencível com a força da sua torcida. Agora, o São Paulo parece não conseguir se agarrar a nada.
Dorival Júnior começa a esbarrar em suas próprias limitações em Campeonatos Brasileiros, com números recentes difíceis de ignorar: se somarmos os trabalhos em São Paulo e Corinthians, são 14 rodadas sem vencer uma partida na competição.
A torcida, de novo, faz a parte dela. Morumbis cheio contra o Coritiba e contra o Bolívar, clima de final com festa à la Libertadores pra chegada do ônibus… e o time segue apático.
O Campeonato Brasileiro é uma grande areia movediça e não perdoa times que demoram para reagir. A ameaça de queda para a segunda divisão é sim uma possibilidade concreta, é aceitar e saber lidar com essa responsabilidade.
É preciso reagir, e só é possível ter um resultado diferente se Dorival fizer algo diferente. Que seja mudando o esquema tático e voltando a jogar com três zagueiros, tirando medalhões do time ou jogando por uma bola. O São Paulo flerta oficialmente com o maior vexame de sua história e precisa trazer respostas.
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