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Diretor do BC relata à PF 'vazamentos sistemáticos' sobre o Banco Master

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Diretor do BC relata à PF 'vazamentos sistemáticos' sobre o Banco Master

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse à Polícia Federal (PF) ter havido "vazamentos sistemáticos" de informações internas em processos ligados ao Banco Master e afirmou que ele e o presidente da autarquia, Gabriel Galipolo, não confiavam em "ninguém naquele momento". As informações foram publicadas pelo Estadão.

Aquino prestou novo depoimento sigiloso, como testemunha, em 25 de maio. A oitiva ocorreu no âmbito da investigação sobre suspeita de corrupção envolvendo os servidores do BC Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, subordinados de Aquino na área de fiscalização.

Diretor disse que sabia que os dois mantinham contato direto com Daniel Vorcaro, dono do Master, e que isso poderia ocorrer no fluxo normal de uma fiscalização. Afirmou, porém, que não tinha conhecimento de que os servidores antecipavam questionamentos e ajudavam a montar respostas do Master ao BC, o que classificou como inadequado.

"Não é comum por parte do fiscal", disse Aquino à PF, segundo o Estadão. O diretor relatou ainda que as suspeitas de propina aos servidores chegaram a ele por meio de Gabriel Galípolo.

No dia 7 de janeiro de 2026, às 14h30, foi convocado pelo presidente do Banco Central para uma reunião em que foi comunicado, na presença do procurador Cristiano, ter recebido verbalmente informações de interlocutores sob condição de anonimato no sentido de que os servidores Paulo Sérgio e Bellini Santana haviam recebido valores de Daniel Vorcaro; que, ao ser comunicado, declarou ao presidente que tomaria o depoimento de ambos ainda naquele dia. Ailton de Aquino, em depoimento à PF

De acordo com o depoimento, os dois confirmaram negócios com pessoas ligadas ao entorno de Vorcaro. Belline disse ter prestado consultoria ao empresário Leonardo Palhares por R$ 2 milhões, e Paulo Sérgio relatou ter vendido um imóvel rural em Minas Gerais por R$ 4,5 milhões a alguém ligado ao banqueiro.

Aquino afirmou que manteve em sigilo a decisão de liquidar o Banco Master, em novembro de 2025, por receio de vazamento antes da execução.

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