Dispositivo simula tecidos humanos e oferece alternativa à experimentação animal
Plataforma microfluídica durante teste de toxicologia; o design reversível permite abrir o dispositivo após os ensaios e recuperar os modelos celulares intactos para análises adicionais ( imagem: CNPEM )
Desenvolvida no CNPEM, tecnologia permite cultivar células em três dimensões e avaliar de forma mais precisa a toxicidade de fármacos, nanomateriais e poluentes
Desenvolvida no CNPEM, tecnologia permite cultivar células em três dimensões e avaliar de forma mais precisa a toxicidade de fármacos, nanomateriais e poluentes
Plataforma microfluídica durante teste de toxicologia; o design reversível permite abrir o dispositivo após os ensaios e recuperar os modelos celulares intactos para análises adicionais ( imagem: CNPEM )
Agência FAPESP – Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma tecnologia em escala microscópica para cultivar células em três dimensões (3D). O objetivo é realizar testes de toxicidade de novos produtos, simulando de forma mais fiel os organismos vivos.
A tecnologia é um avanço para o desenvolvimento de medicamentos, a avaliação da segurança de materiais e as pesquisas em ecotoxicologia (área que estuda o impacto de substâncias nos ecossistemas), além de contribuir para a redução da experimentação animal. O dispositivo usa microfluídica, tecnologia que permite controlar com precisão o fluxo de nutrientes, oxigênio e substâncias em testes em escala microscópica, mantendo modelos celulares tridimensionais mais próximos da estrutura e do funcionamento dos tecidos humanos. Em comparação às culturas celulares convencionais, cultivadas em superfícies planas, os modelos 3D oferecem melhores respostas sobre os efeitos de fármacos, nanomateriais e poluentes ambientais.
Produzida em PDMS – um tipo de silicone maleável, transparente, biocompatível e de baixo custo –, a plataforma permite a realização de múltiplos experimentos de forma automatizada. Um dos principais diferenciais é seu design reversível, que permite abrir o dispositivo após os ensaios e recuperar os modelos celulares intactos para análises adicionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.