Caso Rick: clima pode ter atrapalhado geolocalização de helicóptero em voo
O cantor Rick Sollo, de 59 anos, da dupla sertaneja Rick e Renner, foi uma das vítimas da queda do helicóptero ocorrida na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, em Santa Catarina.
Além dele, mais quatro pessoas morreram no acidente.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (22/9) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que localizou os destroços do helicóptero.
A aeronave estava desaparecida desde a tarde de segunda-feira (21/9), quando se iniciaram as buscas.
Ainda não há confirmação do que provocou o acidente.
O caso está sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a primeira etapa dos trabalhos é direcionada para a coleta e confirmação de dados, com o objetivo de verificar os danos causados na ou pela aeronave.
No entanto, as condições climáticas na hora do ocorrido não eram boas, e haviam sido registrados na região chuva, granizo e ventos fortes no momento do voo.
Segundo o piloto comercial Eduardo Pellizzaro, especialista em segurança operacional pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), quando uma aeronave está voando, ela emite um sinal a partir de um aparelho chamado transponder, que informa a identificação, altitude, velocidade e direção do veículo.
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No caso do voo onde estava Rick, havia um radar próximo do Morro da Igreja, um local relativamente próximo do local do acidente.
“Nesse cenário específico, supõe-se que a aeronave possa ter voado em meio aos vales daquela região.
A condição climática estava muito degradada e, possivelmente, a aeronave teria descido para mais próximo do solo justamente para não permanecer no meio das nuvens muito espessas.
Então, pode ser que isso tenha influenciado na não recepção do sinal por parte do radar localizado no Morro da Igreja”, avalia.
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