Dia das Crianças: como investir no futuro dos filhos sem comprometer a aposentadoria
Presentear os filhos no Dia das Crianças não precisa significar apenas comprar brinquedos.
Para famílias que desejam planejar o futuro financeiro dos pequenos, começar uma reserva de investimentos ainda na infância pode ajudar a custear despesas como faculdade, intercâmbio ou até os primeiros passos da vida adulta.
O desafio, no entanto, é fazer esse planejamento sem comprometer a aposentadoria dos pais.
A principal vantagem de começar cedo está no tempo disponível para acumular patrimônio.
Quanto maior o prazo do investimento, menor tende a ser o valor necessário dos aportes mensais para alcançar uma determinada quantia, graças ao efeito dos juros compostos.
Mas, antes de escolher onde aplicar o dinheiro, é importante estabelecer qual será a finalidade daquela reserva.
“Quanto mais cedo se começa, menor tende a ser o esforço de poupança necessário para alcançar o objetivo, porque o tempo e os juros compostos são grandes aliados na construção desse patrimônio”, afirma Sigrid Guimarães, sócia-fundadora e CEO da Alocc Family Offices.
Segundo a especialista, o primeiro passo é estimar quanto custará o projeto que os pais pretendem financiar, quando o dinheiro será necessário e quanto a família consegue guardar regularmente.
Esse planejamento também deve ser revisto ao longo dos anos, já que a renda familiar, os custos e os interesses dos filhos podem mudar.
Onde investir o dinheiro dos filhos? Uma das alternativas apontadas por Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset, é o Tesouro IPCA+, título público cuja rentabilidade combina uma taxa prefixada com a variação da inflação.
O produto pode ser utilizado para objetivos de longo prazo, desde que o vencimento seja compatível com a data em que a família pretende utilizar os recursos.
Continua após a publicidade Duarte conta que adotou essa estratégia para os próprios filhos, de 8 e 4 anos, combinando títulos do Tesouro IPCA+ com vencimentos próximos à maioridade de cada um e investimentos em fundos de ações.
A parcela em renda variável, porém, exige disposição para enfrentar oscilações e deve ser avaliada de acordo com o perfil de risco da família.
O especialista também alerta para um erro comum: priorizar investimentos que distribuem rendimentos periódicos, como se a criança precisasse de uma fonte de renda imediata.
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