Extremos climáticos na Europa encarecem alimentos e pressionam contas públicas
Um estudo realizado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) aponta que os eventos climáticos extremos provocaram perdas de 822 bilhões de euros na Europa entre 1980 e 2024.
Dados também atribuídos ao centro de pesquisas Bruegel mostram como o calor e a seca pesam sobre a economia: em 2026, a onda de calor provocou prejuízos estimados em 15 bilhões de euros na França, enquanto os incêndios causaram perdas de 3,3 bilhões de euros na Espanha.
Com 9% do território europeu e do Reino Unido sob seca extrema, os danos vão além das lavouras.
A redução das colheitas encarece os alimentos, pressiona as margens de supermercados e restaurantes e exige gastos públicos com socorro aos produtores, indenizações e recuperação de infraestrutura.
Áustria, França, Hungria e Itália mantêm fundos específicos para desastres climáticos, enquanto os demais países dependem de ajustes no orçamento, que podem atrasar a liberação de recursos.
Para o período de 2028 a 2034, estão projetados 5 bilhões de euros em fundos de auxílio.
O custo de um verão de calor intenso, porém, pode continuar aparecendo nas contas públicas e no bolso dos consumidores durante anos.
Para os governos, o desafio é atender às emergências sem comprometer outras despesas.
Quando não há uma reserva para desastres, o socorro aos agricultores e a reconstrução de áreas atingidas disputam recursos com os serviços públicos.
Ao mesmo tempo, a queda da produção pode reduzir a arrecadação, apertando o orçamento justamente quando cresce a necessidade de gastar.
Continua após a publicidade Nas empresas, o impacto se espalha dos fornecedores ao consumidor.
Com menos matéria-prima disponível, a indústria de alimentos enfrenta custos maiores, enquanto supermercados e restaurantes precisam decidir quanto conseguem repassar aos preços sem perder clientes.
A sucessão de secas e ondas de calor também torna mais difícil planejar compras e investimentos: o que antes era tratado como uma perda excepcional passa a exigir espaço permanente nas contas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.