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O que Mark Zuckerberg tem em comum com Gêngis Khan, segundo Jared Diamond

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O que Mark Zuckerberg tem em comum com Gêngis Khan, segundo Jared Diamond

Aos 88 anos, Jared Diamond instalou uma grade de ferro em frente à sua casa.

Segundo contou à revista Fortune , a medida serviria para se proteger de antropólogos irritados.

“Metade dos antropólogos foi muito prestativa comigo”, disse Diamond, em uma entrevista por vídeo de seu escritório em Los Angeles.

“A outra metade se ressente do fato de que eu, um fisiologista da vesícula biliar que acabou aprendendo muito sobre línguas e genética, esteja invadindo a especialidade deles.” Ele os descreveu como um grupo “briguento” e acrescentou: “Eles foram realmente desagradáveis”.

A postura não chega a surpreender.

Diamond é conhecido por desafiar consensos e ganhou o Prêmio Pulitzer com o best-seller de não ficção Armas, Germes e Aço , lançado em 1997.

Formado como fisiologista em Cambridge, construiu uma segunda carreira estudando aves na Nova Guiné e uma terceira dedicada à história e à geografia.

Agora, Diamond publicou o que chama de seu último livro: Profits, Prophets, Coaches, and Kings (“Lucros, Profetas, Técnicos e Reis”, em tradução livre), que chega às livrarias dos EUA neste mês.

A tese central da obra é uma questão que o acompanha desde a infância e que, segundo ele, foi moldada pelo fato de ter crescido no período de ascensão de Hitler.

No prólogo, Diamond relembra suas origens em uma família judaica de imigrantes do Leste Europeu e menciona sua esposa, que perdeu diversos parentes poloneses no Holocausto.

A pergunta que orienta o livro é simples: líderes individuais realmente mudam o curso da história ou são apenas, como sugeria Tolstói, reféns de forças maiores? Diamond observa que apenas 20% dos moradores de Los Angeles participam das eleições para prefeito da cidade, o que considera um sinal de que muitas pessoas acreditam, mesmo sem refletir sobre isso, que líderes não fazem tanta diferença.

Ao mesmo tempo, conselhos de administração pagam centenas de milhões de dólares a executivos sob a convicção de que eles têm enorme impacto nos resultados.

Ele cita também a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), que gastou mais de US$ 150 milhões ao longo dos anos para rescindir contratos de treinadores esportivos.

“Eu poderia ter dito ao reitor para não fazer isso”, afirmou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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