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Netflix registra lucro líquido 43,9% maior no 3º trimestre, de US$ 3,6 bi

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Netflix registra lucro líquido 43,9% maior no 3º trimestre, de US$ 3,6 bi

A Netflix registrou lucro líquido de US$ 3,66 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 43,9% em relação ao mesmo período de 2025, informou a companhia em seu balanço divulgado nesta terça-feira (20).

Netflix teve receita de US$ 12,9 bilhões no terceiro trimestre. O valor é 11,8% maior que o do mesmo período de 2025 (US$ 11,5 bilhões). Sem o efeito do câmbio e dos ganhos e perdas com hedge (proteção contra oscilações das moedas), a alta foi de 10,9%.

O lucro operacional foi de US$ 4,5 bilhões, alta de 37,3% em um ano. A margem operacional (a parcela da receita que sobra depois de custos e despesas) foi de 34,6%, ante 28,2% no terceiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, o resultado superou a projeção principalmente pelo momento em que as despesas foram contabilizadas.

A receita cresceu nas quatro regiões em que a Netflix reporta. EUA e Canadá somaram US$ 5,6 bilhões (alta de 11,0%) e Europa, Oriente Médio e África, US$ 4,1 bilhões (11,0%). América Latina subiu 16,9%, para US$ 1,6 bilhão, e Ásia-Pacífico, 12,3%, para US$ 1,5 bilhão.

O câmbio alterou a variação em três regiões. Sem o efeito das moedas e do hedge, a receita subiu 8,8% na Europa, Oriente Médio e África, 11,8% na América Latina e 15,2% na Ásia-Pacífico. Nos EUA e Canadá, a alta foi igual à reportada, de 11,0%.

O Capex, o investimento em imóveis e equipamentos, foi de US$ 278,8 milhões no trimestre. O valor é 69,2% maior que o do terceiro trimestre de 2025 (US$ 164,7 milhões). As adições a ativos de conteúdo, que reúnem produções e licenciamentos, somaram US$ 5,2 bilhões, alta de 10,9% em um ano.

A Netflix gerou US$ 3,2 bilhões em caixa nas operações, alta de 11,9%. O fluxo de caixa livre (caixa operacional menos as compras de imóveis e equipamentos) foi de US$ 2,9 bilhões, 8,4% acima do registrado no terceiro trimestre de 2025.

A companhia recomprou 63,9 milhões de ações por US$ 4,8 bilhões no trimestre. Segundo a companhia, é o maior volume trimestral de recompras de sua história, e restam US$ 22,3 bilhões nas autorizações vigentes. Um ano antes, a empresa havia gasto US$ 1,9 bilhão com recompras.

A Netflix encerrou setembro com dívida bruta de US$ 15,3 bilhões e caixa de US$ 8,2 bilhões. A dívida líquida (dívida menos caixa e aplicações de curto prazo) era de US$ 7,1 bilhões. Segundo a empresa, a dívida bruta subiu cerca de US$ 1 bilhão desde junho, por uma emissão de títulos para pagar um vencimento de igual valor no quarto trimestre.

A empresa projeta receita de US$ 51,1 bilhões em 2026, alta de 13%, e margem operacional de 31,5%. A margem foi de 29,5% em 2025. A projeção de receita está 0,2% abaixo do ponto médio da faixa anterior, segundo a companhia.

Para o quarto trimestre, Netflix projeta receita de US$ 13,4 bilhões e margem operacional de 26,0%. Segundo a companhia, a margem inclui impacto negativo de cerca de 1,2 ponto percentual das reduções de quadro de funcionários anunciadas recentemente. No quarto trimestre de 2025, a margem foi de 24,5%.

A companhia diz que a reação dos assinantes aos reajustes de 2026 está de acordo com ajustes anteriores e com suas expectativas. Para a Netflix, isso indica que o engajamento segue saudável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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