Crise no STF e combate a facções dominam mais um debate esvaziado, sem Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos
Os candidatos à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) participaram do debate eleitoral promovido pelo Flow Podcast nesta segunda-feira (21), realizado no Teatro Baccarelli, em São Paulo (SP), e transmitido ao vivo pelo canal do veículo no Youtube.
Os participantes discutiram temas como a crise no Poder Judiciário, economia, educação, saúde e segurança pública, além de dirigirem críticas conjuntas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos ausentes.
Renan Santos (Missão) também não compareceu.
“Não é só no Supremo que estão com medo.
Lula e Flávio também estão”, afirmou Caiado em diálogo com o ex-governador de Minas Gerais no início do debate.
É a quarta vez que o presidente e o senador, líderes nas pesquisas de intenção de votos, recusam convites para participar de compromissos dessa natureza com os demais debatedores.
Assim como em outros encontros, os presidenciáveis focaram grande parte das discussões nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no escândalo do Banco Master e em propostas de reforma do Judiciário.
Caiado defendeu idade mínima de 60 anos para ministros da Suprema Corte, com mandatos de 12 anos, além do cumprimento de quarentena ao término do exercício.
Zema, ao formular a pergunta, já havia falado em “colocar para fora” os ministros do STF, em alusão a julgamentos do processo de impeachment no Judiciário pela próxima legislatura do Senado.
O ex-governador de Goiás ainda falou que a regra para julgar os ministros do Supremo deve observar a falta de decoro na proteção à Constituição Federal.
“O ministro não pode usar a Corte como escudo para praticar ilícitos e não ser atingido como qualquer outro cidadão.” Críticas a Lula e Flávio Caiado criticou o governo de Jair Bolsonaro, antes de citar as investigações do caso “Dark Horse”, envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Também dirigiu críticas a Lula durante a mesma fala.
“Nós estamos no Brasil em que o presidente e um senador estão sendo analisados pelo Supremo”.
A relação de Flávio e Vorcaro veio a público após o vazamento de áudio em que o filho mais velho de Jair Bolsonaro pede R$ 134 milhões ao ex-banqueiro para a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente, preso por tentativa de golpe de Estado.
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