Queda de helicóptero com Rick: por que é tão difícil localizar uma aeronave?
A queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, na Serra Catarinense, mobilizou equipes de busca desde a tarde da última segunda-feira (21) e revelou os desafios para localizar uma aeronave desaparecida mesmo com o uso de GPS, radares, satélites e celulares. O cantor foi encontrado morto entre os destroços da aeronave, assim como outras quatro pessoas que estavam a bordo.
O helicóptero havia saído de Porto Belo com destino à região de São Joaquim e desapareceu na tarde de segunda (21). Para realizar as buscas, foram mobilizados o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba, o SALVAERO Curitiba. Entre os equipamentos utilizados estavam um helicóptero H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas.
De acordo com Eduardo Pellizzaro, piloto comercial, especialista em Segurança Operacional pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pesquisador aeronáutico, existem diferentes maneiras de acompanhar uma aeronave durante um voo. Entre elas está o uso do transponder.
“Uma aeronave voando normalmente emite um sinal por meio do transponder, que fornece informações como identificação, altitude e outros dados usados pelos órgãos de controle. Mas a recepção destes sinais também depende da cobertura disponível e das características do terreno”
Em áreas montanhosas, a situação pode ficar mais complicada, principalmente quando a aeronave está voando em baixa altitude. As montanhas e os vales podem dificultar a comunicação entre a aeronave e os sistemas instalados em solo. Na Serra Catarinense, o relevo da região é mais um fator que pode dificultar o trabalho das equipes.
Em situações de emergência, existem diferentes maneiras para que o piloto comunique o problema aos órgãos de controle. Uma delas é utilizar no transponder o código específico que indica uma situação de emergência. Outra possibilidade é fazer uma chamada pelas frequências aeronáuticas disponíveis.
Também existe o ELT, sigla para Emergency Locator Transmitter, conhecido em português como Transmissor Localizador de Emergência. O equipamento é desenvolvido especificamente para situações de acidente.
“O ELT pode ser acionado automaticamente com o impacto ou manualmente pela tripulação. A partir daí, passa a transmitir um sinal de emergência que pode auxiliar os sistemas de busca e salvamento a identificar onde aconteceu o acidente”
Algumas balizas mais modernas conseguem enviar sinais que são captados por satélites do sistema internacional COSPAS-SARSAT. No Brasil, esses alertas são processados pelo Centro Brasileiro de Controle de Missão, o BRMCC, que integra o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico da FAB.
Quando esses sinais não estão disponíveis, a localização da aeronave pode exigir uma área de busca muito maior. No caso ocorrido em Santa Catarina, as equipes trabalharam com pontos que chegaram a ficar separados por dezenas de quilômetros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.