A nova corrida mineral passa pelo Espírito Santo; se o Estado fizer a lição de casa
Mineral no pátio da Vale: ES precisa se preparar para nova fase da mineração brasileira.
Foto: Vale/Divulgação O Brasil se aproxima de um novo ciclo de expansão mineral, puxado pela t ransição energética , pela produção de aço de baixo carbono e pela busca mundial por minerais estratégicos.
O Espírito Santo não concentra as principais minas do país, mas ocupa uma posição decisiva entre a extração e o mercado internacional.
O Estado reúne ferrovia , portos, pelotizadoras, usinas de briquetes, siderurgia e uma cadeia metalmecânica madura.
Por isso, pode capturar uma parcela relevante desse crescimento.
O plano “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, proposta apresentada pela Vale , estima que o valor anual da produção mineral brasileira pode alcançar R$ 535 bilhões em 2035, contra R$ 299 bilhões em 2025.
O número de empregos diretos pode subir de 229 mil para 409 mil.
Já o total de postos sustentados pela cadeia pode avançar de 2,97 milhões para 5,32 milhões.
Além disso, a demanda mundial por minério de ferro de alto teor deve crescer 35,9%, com acréscimo de 80 milhões de toneladas por ano.
O mineral passa, mas o valor tem que ficar É justamente no mineral de melhor qualidade que o Espírito Santo encontra sua maior oportunidade.
A Estrada de Ferro Vitória a Minas, o Porto de Tubarão, o complexo de Ubu e as plantas de pelotas e briquetes formam um corredor pronto para atender à siderurgia de baixo carbono .
A expansão futura do Minas-Rio e da Serra da Serpentina também poderá usar a ferrovia da Vale e Tubarão.
O Minas-Rio é uma operação integrada de minério de ferro controlada pela Anglo American, que tem 85% de participação.
A Vale tem 15%.
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