Veja o que aconteceu com países que retaliaram os EUA
O Itamaraty enviou nesta sexta-feira (14) uma notificação aos Estados Unidos para informar que o Brasil deu início ao processo de reciprocidade por conta das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.
Segundo apurou a CNN , a notificação foi enviada aos departamentos de Estado e de Comércio e ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) .
No começo de junho deste ano, o USTR propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o início do processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos.
Ele repetiu que não quer “briga” com os Estados Unidos e disse que está buscando diálogo com o governo norte-americano.
Desde o início de fevereiro de 2025, os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas contra diversos parceiros comerciais.
Na primeira rodada, o presidente Donald Trump anunciou que a partir do dia 1° daquele mês produtos importados da China, México a Canadá seriam taxados taxados em 10%, 25% e 25%, respectivamente.
Outras dezenas de países acabaram entrando na lista de Trump, que incluia desde parceiros de séculos, como o Reino Unido, até concorrentes diretos pela hegemonia global, a exemplo da China.
Apesar das ameaças de Trump sobre possíveis aumentos de tarifas em caso de retaliações, diversos países tomaram medidas respondendo ao tarifaço.
Confira abaixo os prinicpais casos: China A China anunciou, no dia 4 de abril de 2025, tarifas de 34% sobre todas as importações dos EUA .
Então Donald Trump intensificou a guerra comercial e estabeleceu taxas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses.
A queda de braço entre os dois países continuou até o ponto de a China anunciar taxa de 125% sobre produtos dos EUA, que respondeu com uma elevação tarifária que chegou a 145%.
Meses depois, em outubro de 2025, os presidentes Donald Trump e Xi Jinping selaram um acordo que reduziu a tensão comercial.
Os EUA se comprometeram a diminuir as tarifas médias sobre produtos chineses para 47%, e a China aceitou suspender por um ano restrições à exportação de terras raras, retomar a compra de soja americana e reforçar o combate ao tráfico de fentanil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.