Inadimplência do crédito rural para pessoa física chega a recorde de 8,8%
A inadimplência do crédito rural direcionado para pessoas físicas voltou a avançar em julho e atingiu 8,8% da carteira, o maior nível da série histórica do Banco Central.
O percentual considera as operações de crédito rural para pessoas físicas com recursos direcionados, tanto aquelas contratadas a taxas reguladas quanto as financiadas a taxas de mercado.
O avanço é maior na situação dos financiamentos rurais contratados a taxas de mercado, que tradicionalmente são mais altas.
Nesse grupo, a inadimplência chegou a 15,5% em julho, ante 13,1% em junho.
Leia Mais Inadimplência do agro desacelera, mas ainda é preocupante Inadimplência do consignado privado atinge 10% e bate recorde, diz BC Crédito rural em áreas de risco ambiental soma R$ 92,4 bi desde 2019 O dado considera a carteira total de crédito rural com recursos direcionados para pessoas físicas, que reúne tanto operações contratadas a taxas reguladas quanto aquelas concedidas a taxas de mercado.
Já nas operações de crédito rural a taxas reguladas, o índice ficou bem abaixo: passou de 3,3% em junho para 3,7% em julho.
Os dados mostram, portanto, que a deterioração da capacidade de pagamento é significativamente maior entre os produtores que recorreram ao crédito rural fora das condições de juros regulados.
O saldo representa o estoque total dessas operações e não deve ser confundido com o volume de recursos inadimplentes.
Crédito a taxas de mercado concentra deterioração A abertura dos dados do Banco Central mostra uma diferença significativa na capacidade de pagamento conforme as condições do financiamento.
Nas operações de crédito rural para pessoas físicas contratadas a taxas de mercado, a inadimplência atingiu 15,5% em julho, ante 13,1% em junho.
Já nos financiamentos a taxas reguladas, o índice passou de 3,3% para 3,7% no mesmo período.
Com isso, a inadimplência das operações a taxas de mercado é atualmente mais de quatro vezes superior à observada no crédito rural a taxas reguladas.
Os dois indicadores fazem parte do universo que compõe a taxa total de 8,8% .
O resultado agregado, no entanto, não corresponde a uma média simples entre os 15,5% das operações a mercado e os 3,7% das linhas reguladas, uma vez que cada modalidade possui um peso diferente no saldo total da carteira. *A dupla verificação de dados foi feita com auxílio de IA
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