STM condena militares e civis por fraudes em licitações de Base Naval do RJ
O STM (Superior Tribunal Militar) manteve a condenação de dois militares da Marinha e quatro civis por fraudes em licitações e pagamento de propinas envolvendo à Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira (28).
O caso teve origem a partir de uma denúncia oferecida pelo MPM (Ministério Público Militar) em abril de 2024.
Segundo a acusação, os acusados participaram de um esquema para favorecer empresas em procedimentos de contratação e aquisição de gêneros alimentícios pela unidade militar.
A manutenção das condenações foi decidida pelo ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, que determinou penas de reclusão que variam entre um e seis anos para os réus, a serem cumpridas em regimes aberto ou semiaberto.
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De acordo com a promotoria, ele teria conduzido um pregão eletrônico para beneficiar duas empresas .
Além disso, conforme a denúncia, o suboficial utilizava termos de referência com exigências de apresentação de amostras sem critérios objetivos, o que culminou na desclassificação de propostas que eram financeiramente mais vantajosas para a Administração Pública.
Ao mesmo tempo, um primeiro-sargento , que exercia a função de fiel de municiamento, solicitava produtos alimentícios por valores abusivos e superiores aos registrados em ata para beneficiar uma das empresas .
Em troca do favorecimento, de acordo com o MPM, o militar recebeu indiretamente quinze depósitos bancários que totalizaram R$ 59.975,97 .
Os valores foram transferidos por uma das empresas para uma conta em nome da esposa do réu, mas que, segundo o processo, era movimentada por ele.
Leia também: STM mantém condenação de civis por venda de armas furtadas do Exército Para o MPM, os pagamentos estavam relacionados a vantagens obtidas pelo sargento na gestão dos pedidos de suprimentos.
A esposa do militar também foi denunciada por corrupção passiva por permitir o uso da conta para o recebimento dos valores.
Já o administrador de uma das empresas foi acusado de corrupção ativa por realizar os depósitos com o objetivo de obter benefícios nas contratações e na execução da ata de registro de preços.
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