Mansão em Angra: deputado aciona PF por suposto favorecimento a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
O caso da disputa judicial entre Willer Tomez, advogado e amigo íntimo de Flávio Bolsonaro (PL), e o jogador Richarlison, ex-atacante da seleção brasileira, pode virar alvo da Polícia Federal (PF) após o deputado Rogério Correia (PT-MG) denunciar um suposto favorecimento do amigo de Flávio Bolsonaro (PL) por um coronel alçado ao comando da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Rio de Janeiro no governo Jair Bolsonaro (PL).
ENTENDA Richarlison, ex-seleção, expõe disputa milionária com amigo de Flávio Bolsonaro e traz à tona mansão em Ilha de Angra Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), Correia obteve documentos que mostram que a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., empresa de Willer Tomaz obteve em dois meses, às vésperas das eleições presidenciais de 2022, a concessão de posse da área da Marinha que havia sido negociada com Richarlison.
Leia a íntegra do documento obtido por Correia via LAI “O Richardson já tinha esta mansão e lá ele passeava, trazia os seus convidados e de repente foi retirada de lá a esposa, que estava grávida, do seu empresário, com força de segurança e muita repressão.
Tiraram de lá.
E toma posse daquele terreno o senhor Willer Thomaz, amicíssimo de Flávio Bolsonaro”, denunciou Correia em vídeo nas redes sociais.
Segundo a documentação, a mansão em Ilha Comprida, que tem cachoeira que desagua no mar e foi alvo de cobiça de Flávio Bolsonaro, está submetido ao regime de ocupação da União e precisa ter autorização da SPU para ocupação.
“Como que ele [Willer Tomaz] conseguiu essa proeza de permanecer lá? Ele foi até a Secretaria de Patrimônio da União e solicitou que a posse que era da Marinha pertencesse a ele.
Ele fez isso no dia 11 de maio de 2022, Willer Thomaz.
E em dois meses ele tinha, em tempo recorde, a concessão desta posse da Marinha Brasileira.
Mas sabe o que é estranho? É que o Richardson, um ano atrás, em 20 de setembro de 2021, também tinha solicitado a posse e evidentemente não conseguiu.
Isso ficou sem análise, está engavetado lá até hoje”, diz Correia.
“É importante aqui ressaltar uma data, que é a data em que eles conseguiram a transferência lá da SPU do Rio de Janeiro para o Willer Thomaz: 12 de julho de 2022.
Já durante o processo eleitoral.
A derrota de Jair Bolsonaro já era uma possibilidade e eles precisavam correr com isso para entregar essa posse para Willer Thomaz, a pedido de Flávio Bolsonaro”, emenda.
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