Idosa morre e corpo fica mais de dois meses em necrotério de hospital na Bahia por divergência em documentos
Idosa morre e corpo fica mais de dois meses em necrotério de hospital Arquivo Pessoal Uma família do povoado Cajueiro, na zona rural de Serrinha, no interior da Bahia, vive há mais de dois meses com a angústia de não conseguir sepultar uma idosa de 89 anos.
Maria de Jesus morreu em 26 de junho, no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, após ficar internada por cerca de 15 dias na unidade.
Desde então, o corpo permanece no necrotério do hospital.
Segundo os familiares, a dificuldade começou quando os filhos tentaram fazer a liberação do corpo.
Nos documentos dos filhos, o nome da mãe aparece como Maria Maximiliana Alves da Silva.
Já na documentação da idosa consta Maria de Jesus.
A divergência impede, segundo a família, que o parentesco seja comprovado e que o corpo seja entregue aos familiares. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Em entrevista à TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, a família afirmou que já apresentou documentos antigos para tentar comprovar a identidade e o parentesco, entre eles registro de casamento.
Diante da falta de uma solução, a Defensoria Pública pediu à Justiça a realização de um exame de DNA.
“O que a gente pede é uma solução dos órgãos públicos para que a gente possa retirar o corpo de nossa avó de lá.
Porque ela é um ser humano, ela merece um sepultamento digno como os outros, como todos”, disse o lavrador e neto da idosa, Robenilson Bispo dos Santos Silva.
Documento de identificação consta "Maria de Jesus" como nome da idosa Carlos Daniel | TV Subaé Internação e morte De acordo com a família, Maria morava no povoado Cajueiro e passou cerca de 30 dias internada no Hospital Municipal de Serrinha por causa de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares.
Com o agravamento do quadro, ela foi transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana.
A idosa ficou aproximadamente 15 dias na unidade de saúde e morreu em 26 de junho.
José Luiz Alves da Silva Carlos Daniel | TV Subaé O filho dela, José Luiz Alves da Silva, contou que a família foi informada sobre a divergência documental quando procurou o hospital para liberar o corpo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.