Semana de Lula tem vitórias parciais no Congresso, mas PECs do fim da 6x1 e da Segurança ficam para depois da eleição
A semana de esforço concentrado no Congresso Nacional terminou com vitórias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No entanto, duas de suas prioridades tiveram somente avanços parciais: as as propostas de emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública.
Sem análise no plenário do Senado, as propostas não podem ser promulgadas, isto é, não podem virar lei.
Na quinta-feira (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a alteração na escala de trabalho será votada após as eleições, sem deixar claro se será após o primeiro ou o segundo turno. 🔎 O Congresso não está de recesso, mas as atividades parlamentares praticamente pararam desde o início do processo eleitoral.
Na semana de esforço concentrado, os parlamentares diminuíram os compromissos de campanha para votar os temas.
Agora, retornam para seus estados para as eleições.
Agora no g1 Governistas trabalham para convencer Alcolumbre a pautar a PEC que acaba com a jornada 6x1 ainda em outubro, em uma semana de trabalhos prevista para acontecer após o primeiro turno e que poderia entregar uma vitória política a Lula semanas antes do provável segundo turno da eleição presidencial.
Essa articulação se tornou mais complexa em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizada pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Próximo de Moraes e desafeto de Mendonça, Alcolumbre resiste, mas tem sido cada vez mais pressionado a colocar em pauta pedidos de impeachment do ministro protocolados por senadores de oposição.
Após ser pressionado por senadores, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula, Alcolumbre defendeu Alexandre de Moraes e alfinetou o filho de Jair Bolsonaro.
"Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias.
Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme.
E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes", declarou Alcolumbre.
Por outro lado, Lula fez um pronunciamento mais sóbrio sobre a crise Master no Supremo, defendendo que todos devem ser investigados, mas criticando, sem citar nomes, o que chamou de “vazamentos seletivos”.
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