Saúl mostrou que tem sido injustiçado no Flamengo? Mattos analisa
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Saúl mostrou que pode jogar mais no Flamengo, mas ainda não se coloca como titular, avaliou o colunista Rodrigo Mattos na Live do Flamengo , do Canal UOL.
O debate começou com a pergunta sobre o espanhol se sentir "injustiçado" por ter poucos minutos e, ao mesmo tempo, deixar em aberto o futuro no clube, num elenco que pode precisar abrir vagas de estrangeiros.
Agora ele provou que dá para jogar mais. Agora não; ele não seria titular. Os dois titulares são Pulgar e Jorginho e os jogadores são melhores do que ele. O volante é excelente. Se o Flamengo não tivesse dois volantes desse nível, ele vai o quê? Tirar o Jorginho? Ou tirar o Pulgar? Não vejo muito sentido. Rodrigo Mattos
Na leitura do colunista, Saúl entra num ponto delicado do elenco: ele pode ser útil em jogos específicos, mas a concorrência no setor impede que vire "papo de titular" sem que alguém do topo da hierarquia perca espaço.
Mattos citou o próximo compromisso como exemplo de cenário em que o espanhol pode ganhar a vaga. Para ele, o confronto tende a pedir mais força e imposição física no meio-campo, o que pode mexer na disputa com Paquetá.
Ele provavelmente vai ser titular no jogo contra o Estudiantes [pela semifinal da Libertadores]. É um jogador fisicamente que se impõe melhor do que o Paquetá, então eu iria com ele no jogo contra o Estudiantes, que será muito físico. Eu iria com um time mais físico. Então, eu estaria pelo Saúl, jogando junto com o Pulgar. Rodrigo Mattos
O colunista também conectou o assunto ao limite de estrangeiros e ao planejamento do clube. Ao fazer a "conta" no elenco, ele indicou que o Flamengo pode ter de tomar decisões para não ficar com jogador sobrando e sem inscrição em competições.
Pulgar, Saúl, Varela. Só aí você tem três. Rossi, quatro. Aí no ataque você tem Carrascal, Valência, Plata, Joaquin Freitas, o De La Cruz... Arrascaeta. Então, você vai ter que achar uma solução aqui. Rodrigo Mattos
Dentro desse contexto, Mattos apontou De la Cruz como o caso que pode "precipitar" uma saída, justamente pela relação custo-uso. Ele sustentou que não faz sentido manter um estrangeiro para entrar poucos minutos e, se necessário, o clube pode até arcar com parte do salário para resolver.
Essa regra vai precipitar uma solução para o caso De la Cruz. Nem que seja uma solução ruim para o Flamengo no sentido de pagar uma parte do salário dele eventualmente, porque não vai dar para ele ficar no elenco e para entrar dois minutos cada jogo. Não vai fazer o menor sentido. Rodrigo Mattos
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