EUA fecha acordo bilionário para acelerar produção de mísseis Tomahawk
O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (17/8) um contrato de US$ 22,9 bilhões — cerca de R$ 119 bilhões — com a empresa Raytheon para acelerar a produção dos mísseis Tomahawk , uma das principais armas de ataque de longo alcance da Marinha dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Guerra, o acordo é considerado “histórico” e busca ampliar rapidamente a capacidade de fabricação dos projéteis, diante da redução dos estoques americanos após o uso intensivo de armamentos em conflitos recentes, especialmente na guerra contra o Irã.
O contrato terá duração de sete anos.
De acordo com a Raytheon, a produção anual de Tomahawk deverá passar das atuais 60 unidades para mais de 1 mil.
A empresa também informou que entregou, no primeiro semestre de 2026, três vezes mais mísseis do que no mesmo período do ano passado.
“Pedimos à indústria que ampliasse rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo esse pedido”, afirmou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em publicação na rede social X.
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1 de 3 Trump diz que Irã deve escolher entre "acordo ou rendição total" Kevin Dietsch/Getty Images 2 de 3 Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth Andrew Harnik/Getty Images 3 de 3 Presidente dos EUA, Donald Trump White House/ reprodução Míssil de longo alcance Lançado a partir de navios e submarinos, o Tomahawk é utilizado pela Marinha americana para atingir alvos terrestres a grandes distâncias com alta precisão.
O armamento se tornou uma das principais ferramentas dos EUA em operações de ataque contra posições estratégicas.
O míssil foi empregado amplamente durante a guerra contra o Irã.
Um dos ataques com a arma atingiu uma área próxima a uma escola em Minab, no país, em março.
O episódio deixou mais de 170 crianças mortas.
O custo de um Tomahawk parte de aproximadamente US$ 2 milhões, o equivalente a R$ 10,4 milhões.
O valor pode chegar a US$ 3,5 milhões (R$ 18,2 milhões) em situações de urgência e reposição acelerada.
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