CBF propõe usar cota extra da Copa do Brasil para pagar dívidas de clubes
Em reunião nesta segunda-feira, a CBF propôs aos clubes que a receita extra da Copa do Brasil seja utilizada para pagar dívidas e investimentos em infraestrutura. No total, isso deve envolver pouco menos de R$ 1 bilhão em quatro anos.
A competição terá um aumento de 80% em sua verba por conta de novos contratos de TV. No total, os acordos do ciclo de 2027 a 2030 vão render mais de R$ 1 bilhão por ano.
Atualmente, os direitos de televisão rendem cerca de R$ 600 milhões para a CBF. Cerca de 80% deste valor é destinado à premiação dos clubes por fase.
Há uma concentração de 24% deste total no vice e no campeão. O vencedor do título fica com R$ 78 milhões. A ideia da CBF é manter esse valor como premiação por fase.
Mas os clubes das Séries A e B ainda teriam direito a uma cota fixa cada um deles independentemente do seu avanço na competição.
Esse dinheiro, no entanto, será carimbado para o uso em pagamento de dívidas no caso de clubes com atraso ou débitos altos. Então, o valor seria destinado a pagar salários atrasados ou dívidas no CNRD (tribunal da CBF) ou até pendências tributárias.
Caso esteja em dia, o clube poderá usar o dinheiro para investimento em infraestrutura como construção de CTs ou reforma de estádios.
Embora o clube que vá gastar diretamente, a agência de Fair Play controlaria onde o dinheiro da cota fixa foi aplicado para garantir a aplicação correta prevista pelas regras da Copa do Brasil. O desenho definitivo ainda será traçado, assim como o valor da cota fixa.
A política proposta pela CBF tem como objetivo evitar que o prêmio extra da Copa do Brasil seja utilizado novamente para inflacionar o mercado com salários altos sem resolver o problema financeiro dos clubes.
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