Jogadora senegalesa é detida pelo ICE antes de torneio de basquete nos EUA
A jogadora de basquete Aminata Seck, da Kentucky State University, foi detida pela agência de imigração dos EUA (ICE) quando se preparava para viajar a um torneio em Nova York, informou a emissora NBC News.
Aminata, de 26 anos, chegou ao Aeroporto Internacional Muhammad Ali, em Louisville, em 7 de agosto, para embarcar com o time. A atleta senegalesa foi detida pela ICE no mês passado antes da viagem para um torneio de universidades historicamente negras.
A advogada da atleta, Sadiqa Reynolds, afirma que Aminata está nos EUA com visto de estudante. O Louisville Courier Journal, que divulgou primeiro a prisão, informou que a jogadora pode ter perdido um prazo do visto enquanto se recuperava de uma cirurgia nas costas.
Sadiga disse que Aminata também tem uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho e continua com dores. A advogada afirmou que a atleta passou por vários centros de detenção antes de ser levada a um hospital.
O ICE não respondeu ao pedido de comentário da NBC News sobre o motivo da detenção e as condições de custódia. O nome de Aminata consta na lista de detentos do Centro de Detenção de Grayson County, no Kentucky, com a indicação de custódia pelo Departamento de Segurança Interna e pela ICE.
Aminata liderou a Kentucky State em pontos e rebotes na última temporada, com médias de 11,7 e 7,3, respectivamente. A pivô de 1,93 m registrou cinco partidas com dois dígitos em pontos e rebotes e marcou 30 pontos contra o Lane College em janeiro.
A jogadora também recebeu o prêmio Elite 16 da Southern Intercollegiate Athletic Conference (SIAC), conferência da qual a universidade faz parte, no basquete feminino. A homenagem é destinada a atletas com destaque esportivo e acadêmico.
O deputado democrata Morgan McGarvey afirmou que acompanha o caso de Aminata e de outros imigrantes detidos no Kentucky. "Aminata é uma estudante-atleta que foi presa pela ICE no aeroporto enquanto viajava com suas companheiras de equipe", declarou. "A crueldade do governo Trump não tem limites, mas jamais permitiremos que isso se torne o normal e não pararemos de lutar por ela".
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