Trabalhador que causou prejuízo de quase R$ 1 milhão com produto errado em lavoura pediu adicional de insalubridade e horas extras
Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 mi após usar produto errado e destruir lavoura O trabalhador que causou prejuízo de R$ 900 mil com produto errado em uma lavoura de milho pediu adicional de insalubridade e pagamento de horas extras.
Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), o trabalhador recorreu à Justiça após ser demitido por justa causa devido ao erro, mas não conseguiu reverter a medida.
A lavoura de milho fica em uma fazenda localizada em Mineiros, no sudoeste de Goiás. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com a decisão, o pedido do trabalhador foi negado pela Justiça, que também manteve a demissão por justa causa, considerando o erro como "negligência gravíssima".
Foi negado também o pedido da fazenda de compensação dos prejuízos causados pelo dano à lavoura.
LEIA TAMBÉM: Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 milhão após usar produto errado e destruir lavoura de milho em Goiás Trabalhador que causou prejuízo de quase R$ 1 milhão cometeu 'negligência gravíssima' ao trocar fungicida por herbicida, diz TRT Fim da escala 6x1: garis viralizam com vídeo comemorando a mudança Entenda o caso O trabalhador foi demitido por justa causa depois que trocou um fungicida pelo herbicida responsável pela morte da plantação de milho.
A Justiça entendeu que houve "negligência gravíssima" no desempenho das funções.
Segundo a fazenda, o trabalhador confessou o erro na hora da aplicação na lavoura.
O homem entrou na Justiça contra a demissão por justa causa, alegando que não teve culpa exclusiva no prejuízo, que o laudo agronômico unilateral era insuficiente e que houve culpa da empregadora.
Além disso, o trabalhador argumentou que não houve comprovação do prejuízo no montante de R$ 900 mil.
Ao g1, a defesa do trabalhador disse que não vai se manifestar sobre a decisão judicial, nem sobre a possibilidade de interposição de novos recursos.
Ele foi demitido após trocar um fungicida por um herbicida, que teria causado a morte da plantação.
Imagens das espigas de milho destruídas por causa de produto errado que foram anexadas ao processo Reprodução Julgamento na 1ª instância Na primeira instância, o tribunal manteve a demissão por justa causa após entender que a troca do fungicida pelo herbicida causador da morte da plantação de milho seria uma “negligência gravíssima” no desempenho das funções.
Segundo a fazenda, o trabalhador confessou o erro na hora da aplicação na lavoura.
“O laudo agronômico e a análise laboratorial identificaram a presença de haloxifope como causa direta da morte da cultura, e a reclamada comprovou o fornecimento de treinamento específico ao reclamante”, analisou a desembargadora na decisão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.