Ministro do STF prorroga votação até as 19h em locais com urnas abertas
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília.
Com isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as seções eleitorais que não foram fechadas devem permanecer em funcionamento até 19 horas (horário de Brasília).
A decisão de Zanin saiu após às 17 horas, horário em que a votação terminaria, inicialmente.
A prorrogação do pleito foi decidida após um pedido de urgência apresentado pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou problemas no transporte público e dificuldades de eleitores para chegar aos locais de votação.
Flávio Bolsonaro (PL), contudo, também chegou a pedir a prorrogação da votação em algumas localidades.
Leia mais De uso de celular na cabine a desordem: Paraná registra oito ocorrências nas primeiras horas de votação Pimentel diz que Curitiba está aberta ao dialogo a quem ganhar apesar de voto declarado a Flávio Bolsonaro Lula ganha na Austrália e na China, e Flávio fica à frente no Japão Na decisão, Zanin determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumpra a medida, justificando a extensão do horário pela gravidade dos fatos apresentados e pela urgência do caso.
Essa é a primeira vez na história que uma eleição é prorrogada por decisão do Supremo.
O pedido foi protocolado no TSE durante a tarde e abrangia municípios de pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
A campanha também recorreu ao STF, onde Zanin foi sorteado relator.
Pedido cita falta de ônibus e dificuldades para votar Segundo os advogados da campanha de Lula, denúncias de falhas no transporte de eleitores se multiplicaram ao longo do domingo.
A petição afirma que pessoas dependentes do transporte coletivo enfrentaram dificuldades para chegar às seções eleitorais.
Entre os problemas relatados estão a circulação reduzida de ônibus em São Paulo, a falta de transporte complementar em Alagoas e dificuldades para acessar a gratuidade nos coletivos intermunicipais em Pernambuco.
Em Roraima, o documento aponta que empresas contratadas teriam se recusado a cumprir rotas eleitorais, prejudicando o deslocamento de comunidades indígenas.
No Piauí e na Paraíba, foram relatadas redução da frota e dificuldades no atendimento aos passageiros.
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