Peste: a doença medieval que pode matar em até 48 horas e nunca desapareceu
Pulgas são vetores da peste bubônica John Montenieri/CDC/BSIP/picture alliance Os primeiros sintomas que Paul Gaylord percebeu foram semelhantes aos de uma gripe.
Dois dias antes, ele havia sido mordido por seu gato, que parecia visivelmente doente.
Os médicos lhe receitaram antibióticos contra a doença da arranhadura do gato, uma infecção bacteriana que pode surgir após arranhões ou mordidas de felinos.
Mas os medicamentos não funcionaram.
O estado de Gaylord piorou, ele foi internado na UTI e acabou entrando em coma.
Não estava com gripe nem com a doença da arranhadura do gato: havia contraído a peste, uma enfermidade que normalmente associamos à Idade Média, e não à vida contemporânea no estado americano de Óregon.
Os sintomas vagos e a raridade da doença dificultam o diagnóstico, mas a peste ainda existe e não perdeu seu potencial letal.
Gaylord sobreviveu por pouco e contou sua história ao jornal britânico The Guardian em 2014.
Três formas de peste A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis.
Ela pode entrar no organismo humano por diferentes vias e se multiplicar rapidamente.
A bactéria danifica tecidos em diversos órgãos, provoca hemorragias e, sem tratamento, leva à morte em quase 100% dos casos.
Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 A forma mais comum é a peste bubônica, também chamada de peste negra.
Nesse caso, as pulgas atuam como vetores.
Ao picarem um roedor infectado por Yersinia pestis, podem transmitir a bactéria para humanos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.