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Pego há 9 anos, Palermo “abandonou” aviões e focou no frete terrestre de drogas

Campo Grande News ·
Pego há 9 anos, Palermo “abandonou” aviões e focou no frete terrestre de drogas

Nove anos depois de ser alvo da PF (Polícia Federal) na Operação All In, Gerson Palermo voltou à investigação sobre tráfico internacional de drogas na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia como personagem principal.

A rota usada para trazer entorpecentes do país vizinho continua praticamente a mesma, mas a logística mudou.

Antes, o esquema comandado por ele utilizava aeronaves e carretas para transportar cocaína.

Agora, a Operação Capolinea, deflagrada nesta quinta-feira (15), aponta o uso de caminhões carregados com minério de ferro para esconder entorpecentes e abastecer o tráfico em diferentes estados brasileiros.

As duas investigações revelam como a região de Corumbá continuou sendo estratégica para o transporte de drogas provenientes da Bolívia.

Na All In, deflagrada em 2017, o grupo utilizava o aeródromo de Ocorema, em Ladário, para operações aéreas, além de caminhões que seguiam para outras regiões do País.

Na Capolinea, a suspeita é de que a organização aproveitava o movimento de veículos utilizados no transporte de minério para dificultar a identificação dos carregamentos ilegais.

A nova investigação aponta a negociação de aproximadamente 24 toneladas de drogas e levou a Justiça Federal a expedir 21 mandados de prisão, sendo 14 preventivas e sete temporárias, além de 20 mandados de busca e apreensão.

Também foi determinado o bloqueio de R$ 24 milhões em bens dos investigados.

Aviões e carretas – Há quase 10 anos, a PF identificou uma organização que atuava na compra de cocaína na Bolívia e na distribuição da droga pelo território brasileiro, principalmente em Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Palermo foi apontado como chefe do grupo, responsável por negociar os entorpecentes, organizar o transporte e administrar os recursos financeiros obtidos com a atividade criminosa.

O esquema utilizava aeronaves, caminhões e carretas registrados em nome de terceiros.

As investigações resultaram em 2 grandes apreensões de cocaína em 2016.

A primeira ocorreu em 27 de abril, quando 504 quilos foram encontrados em Cubatão (SP), no litoral paulista.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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