ExxonMobil quer fazer parte de 'novo capítulo' do petróleo no Brasil, diz executivo
Rio de Janeiro O vice-presidente de Águas Profundas da ExxonMobil, Hunter Farris, disse nesta terça-feira (22) que a empresa quer fazer parte do "novo capítulo" da história do petróleo brasileiro. A gigante americana tem grande presença na bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras encontrou recentemente indícios de petróleo .
A ExxonMobil é responsável pelas descobertas de petróleo na Guiana , que atraíram os olhares do setor para a margem equatorial brasileira, que tem características geológicas semelhantes. O país vizinho é hoje o país com maior crescimento da produção de petróleo no mundo.
Na Foz do Amazonas, a empresa tem participação em dez concessões , todas adquiridas em leilão de 2025 em parceria com a Petrobras. Em cinco delas, é a operadora —isto é, a empresa responsável por liderar os empreendimentos.
"Um novo capítulo está para ser escrito no Brasil e queremos fazer parte disso", afirmou Farris, durante palestra em feira do setor de petróleo no Rio de Janeiro. "Acreditamos que podemos trazer algo único para essa equação."
Ele evitou dar detalhes sobre as operações da empresa na região. A Exxon e a também americana Chevron contrataram a SLB e a Shearwater para fazer pesquisa sísmica sobre as concessões que arremataram em 2025. São as primeiras empresas estrangeiras a começar a explorar na Foz do Amazonas .
A sísmica é uma espécie de ultrassonografia do subsolo, que busca detectar estruturas semelhantes a reservatórios. Os resultados dessa pesquisa indicam as melhores locações para a perfuração de poços exploratórios.
Na segunda (21), o vice-presidente global de exploração da Chevron, Kevin McLachlan, disse que está otimista com o início das atividades na região. A empresa é sócia da chinesa CNPC (China National Petroleum Corporation) em nove concessões na bacia da Foz do Amazonas.
Em janeiro, a estatal pretende iniciar o segundo poço, de uma série de quatro já licenciados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).
Os três restantes foram batizados de Manga, Crotalus e Morpho Extensão. Eles são necessários para delimitar o tamanho do reservatório e avaliar a viabilidade comercial da produção de petróleo e gás.
"Devemos acabar Morpho em outubro. Depois, a sonda que está na Foz do Amazonas vai sair e devemos levar outra sonda para lá", disse nesta terça-feira (22) a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi. "Prevemos que, em janeiro, vamos começar a perfurar os poços contingentes."
Por enquanto, a estatal evita avaliações sobre o potencial da área. Confirmou apenas que o primeiro poço encontrou petróleo de boa qualidade —uma "grata surpresa", nas palavras da diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos. Mas não divulgou ainda detalhes técnicos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.