Justiça decide levar 12 PMs a júri por mortes de nove jovens em Paraisópolis
Oito homens e uma mulher morrem pisoteados em baile funk em Paraisópolis, em São Paulo A Justiça de São Paulo decidiu que 12 policiais militares acusados pelas mortes de nove jovens em Paraisópolis, na Zona Sul da capital, serão julgados pelo Tribunal do Júri.
A decisão foi assinada na segunda-feira (17) pela juíza Ana Luisa Marcondes Esteves, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal.
A magistrada rejeitou os pedidos preliminares apresentados pelas defesas dos policiais, que buscavam o reconhecimento de nulidades e a anulação de atos do processo.
Segundo a decisão, não foram identificados prejuízos concretos ao direito de defesa.
Os 12 policiais vão ser levados ao júri por nove homicídios qualificados, além de crimes de lesão corporal contra duas pessoas que sobreviveram à ação.
A decisão manteve as qualificadoras de motivo torpe e perigo comum, que ainda serão analisadas pelos jurados.
Nessa fase, a Justiça verifica se há materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria ou participação para que os acusados sejam submetidos ao julgamento popular.
A juíza considerou que esses requisitos estão presentes no processo.
Os policiais poderão recorrer em liberdade.
Na decisão, a magistrada afirmou que não estão presentes os requisitos para a prisão preventiva.
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Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os policiais participavam da chamada Operação Pancadão, realizada pela Polícia Militar na comunidade.
A acusação afirma que os agentes bloquearam as extremidades da Rua Ernest Renan e utilizaram cassetetes, armas de elastômero, bombas de efeito moral e gás durante a intervenção.
Ainda de acordo com a acusação, a ação teria provocado pânico e correria entre as pessoas que estavam no baile.
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