Lucro líquido do CTC cai 2% no 1º trimestre da safra 2026/27, a R$ 48,172 mi
São Paulo, 14 - O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) teve lucro líquido de R$ 48,172 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, queda de 2% na comparação anual.
O desempenho veio em meio à aceleração dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), que aumentaram 27,4%, para R$ 74,280 milhões.O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 9,2%, para R$ 59,338 milhões, com margem de 48,8%.
A receita líquida foi de R$ 121,646 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, alta de 10% ante igual período da temporada anterior."Encerramos o trimestre com uma posição financeira sólida e seguimos executando, de forma planejada, investimentos simultâneos em melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas.
Mesmo nesse ciclo de maior aplicação de recursos, mantivemos o crescimento do Ebitda e a capacidade de gerar retorno aos acionistas", afirmou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Paulo Geraldo Polezi.O crescimento da receita foi sustentado principalmente pela expansão dos royalties, que somaram R$ 131,013 milhões, alta de 9,7%, reflexo do maior volume de tecnologias licenciadas que chega ao mercado e da maior adoção das variedades mais recentes do portfólio.
A participação do CTC no plantio de variedades protegidas entre seus clientes chegou a 32% no trimestre, cinco pontos porcentuais acima de um ano antes.
Do total plantado até o momento na safra, 85% corresponde a variedades lançadas a partir de 2020.Os investimentos em P&D equivaleram a 61,1% da receita líquida, ante 52,7% no primeiro trimestre da safra anterior.
Os recursos estão distribuídos entre três plataformas: melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas.
"A gente não olha essa expansão do investimento como um custo", disse Polezi ao Broadcast Agro.
Segundo ele, o aumento representa uma ampliação da capacidade de execução da carteira de projetos da companhia.De acordo com o CTC, o lucro líquido foi pressionado pelo menor resultado financeiro, pelo aumento da depreciação e amortização e pela ausência de um crédito extemporâneo de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de R$ 2,9 milhões reconhecido no primeiro trimestre da safra passada, de caráter não recorrente.
A margem líquida caiu de 44,5% para 39,6%.No investimento em ativos, o capex somou R$ 20,5 milhões no primeiro trimestre, queda de 7,1% ante igual período da safra anterior.
A redução ocorre após o ciclo mais intenso de investimentos da temporada 2025/26, quando os aportes chegaram a R$ 139 milhões, concentrados principalmente na construção da Unidade de Produção de Sementes Sintéticas (UPS), inaugurada em abril.Para a safra 2026/27, porém, o capex ainda deve permanecer em patamar elevado, embora mais distribuído entre diferentes projetos.
Segundo Polezi, os investimentos incluem melhorias operacionais na UPS, aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos laboratoriais e expansão da infraestrutura dos polos de desenvolvimento.
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