SpaceX pode competir com Vivo, TIM e Claro? UBS BB avalia os próximos passos no Brasil
O avanço da SpaceX na telefonia móvel dos Estados Unidos levantou uma nova questão para os investidores brasileiros: a companhia poderia repetir a estratégia por aqui e disputar clientes com Vivo, TIM e Claro ? Para o UBS BB , existem caminhos para essa expansão, mas ainda não há evidências de uma decisão de montar uma operação móvel completa no país.
Em relatório de 9 de outubro, os analistas Leonardo Olmos e Gustavo Farias apontam sinais concretos de que a empresa busca ampliar a conectividade móvel no Brasil, principalmente por meio da tecnologia direct-to-device (D2D), que permite a conexão direta entre satélites e celulares.
Por enquanto, porém, as evidências indicam um modelo baseado em parcerias com operadoras locais.
A discussão ganhou força após a SpaceX anunciar, em 8 de outubro, a aquisição de mais um conjunto de frequências nos Estados Unidos.
Segundo o relatório, as ações de AT&T, Verizon e T-Mobile recuaram cerca de 6% a 8% após o anúncio.
A transação acrescenta 14 MHz na faixa de 800 MHz ao portfólio da companhia e se soma às aquisições de frequências da EchoStar ainda pendentes de conclusão.
Na leitura do banco, esses movimentos ajudam a construir uma plataforma que combina satélites, frequências de telecomunicações e, eventualmente, infraestrutura terrestre.
Por que o Brasil está no radar? O UBS BB estima que o Brasil esteja entre os três maiores mercados da Starlink no mundo, o que torna o país relevante para acompanhar uma eventual expansão internacional dessa estratégia.
Na avaliação dos analistas, a SpaceX poderia disputar futuros leilões de frequências da Anatel por meio de uma pessoa jurídica brasileira, desde que cumprisse os requisitos exigidos dos demais participantes.
Assim, não precisaria necessariamente comprar esses ativos de Vivo, TIM ou Claro.
A faixa de 850 MHz é o principal ponto de atenção.
Ela poderia desempenhar papel semelhante ao das frequências de 800 MHz adquiridas nos Estados Unidos, ampliando a cobertura e melhorando o sinal dentro de edifícios, onde a conexão exclusivamente por satélite enfrenta limitações.
Essa faixa, contudo, não seria suficiente.
Para reproduzir o modelo americano, a empresa também precisaria de outras frequências para dar capacidade à rede, além de infraestrutura terrestre.
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