MPT pede indenização de R$ 2 milhões à Drogasil por impedir funcionários de sentar durante expediente
Fachada de unidade da rede Drogasil Reprodução/Google Street View O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) ajuizou uma ação civil pública contra a Drogasil por supostas irregularidades relacionadas às condições ergonômicas de trabalho em unidades da rede.
A ação tramita na Justiça do Trabalho do Recife.
Segundo o MPT, a rede proibia atendentes de caixa e balconistas de se sentar durante todo o expediente.
O órgão pede indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A investigação começou após uma denúncia de que operadores de caixa não podiam trabalhar sentados, apesar de haver cadeiras disponíveis nos postos de trabalho.
Segundo os relatos, os assentos eram mantidos apenas para aparentar o cumprimento das normas, enquanto os funcionários permaneciam em pé durante todo o expediente.
Testemunhas afirmaram que atendentes de caixa e balconistas eram impedidos de utilizar cadeiras mesmo quando não estavam atendendo clientes.
Agora no g1 Segundo os depoimentos, a prática ocorria em diferentes lojas da rede.
Ainda de acordo com os relatos, trabalhadores apresentavam dores nas pernas, nos pés e na coluna, além de cansaço intenso ao fim da jornada.
Segundo a procuradora do Trabalho Vanessa Patriota, responsável pelo inquérito civil que deu origem à ação, foram ouvidos funcionários e ex-empregados da Drogasil, e tdos, em audiência, confirmaram a denúncia.
Isso ocorria em diversas filiais da rede no Grande Recife.
"Exigir a permanência em pé, apenas como forma de disciplina do trabalho, afronta a legislação e contraria os princípios da ergonomia.
Os trabalhadores são submetidos a esforço e desconforto diários e desnecessários que poderiam ser facilmente evitados sem qualquer prejuízo à execução de serviço.
A alternância de postura e o descanso têm por finalidade prevenir agravos decorrentes da permanência prolongada em uma única posição, como a fadiga, dores e problemas circulatórios, além de promover maior conforto aos trabalhadores", disse a procuradora ao g1.
Algumas das unidades que tinham essa prática, segundo a procuradora, eram as seguintes: Água Fria; Boa Viagem; Campo Grande; Casa Forte; Espinheiro; Graças; Janga (em Paulista; Jaqueira; Olinda Centro; Rosarinho; Torre; Shopping Tacaruna (no bairro de Santo Amaro).
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