Carteira de Identidade Nacional tem menor risco de fraude que outros documentos; entenda a razão
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) vem se mostrando uma das mais seguras quanto aos riscos de fraude. O CIN apresenta uma taxa de fraude de 0,12%, índice até 77% menor que o registrado em documentos de identificação mais tradicionais.
O achado é resultado da análise de validações de identidade realizadas entre janeiro e agosto de 2026 pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na comparação, a taxa de fraude chega a 0,52% para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e a 0,44% para o antigo Registro Geral (RG), documento que deve ser substituído pela CIN até 2032.
A diferença representa uma redução de aproximadamente 73% no risco de fraude em relação ao RG e de 77% na comparação com a CNH. A CIN adota um padrão nacional de identificação e utiliza o CPF como número único, além de incorporar recursos adicionais de segurança, como QR Code para verificação da autenticidade do documento.
“A diferença entre as taxas mostra como a evolução dos documentos de identificação pode contribuir para jornadas mais seguras. A CIN nasce em um contexto de maior digitalização, com padronização nacional, número único e novos elementos de segurança que aumentam a capacidade de verificar se aquele documento e aquela identidade são legítimos”, explica o Gerente Executivo de Soluções Antifraude da Serasa Experian, Luis Filipe Morra.
“Isso não significa que um novo documento elimine as tentativas de fraude. Os criminosos também adaptam suas estratégias e, por isso, a validação documental precisa estar combinada a outras camadas de proteção, como biometria, inteligência de dados e análise de dispositivos”, completa.
No período analisado, mais de 1,5 milhão de tentativas de fraude envolvendo documentos foram identificadas e barradas nas validações realizadas pela datatech. A maior parcela das ocorrências estava associada à CNH e ao RG, que, juntos, concentraram 84,1% das tentativas detectadas. A CIN respondeu por 10,2% das ocorrências.
A concentração das ocorrências em RG e CNH deve ser analisada também considerando a presença histórica e a ampla circulação dessas identidades entre a população brasileira. Documentos mais difundidos aparecem em um universo maior de jornadas de identificação e autenticação e, consequentemente, também podem representar uma parcela maior das tentativas identificadas. Por isso, a participação de cada documento no volume total de ocorrências, isoladamente, não determina sua vulnerabilidade à fraude.
A taxa de fraude, por sua vez, permite dimensionar a incidência das irregularidades dentro das validações analisadas para cada documento. Nesse recorte, mesmo a CIN já respondendo por 10,2% das tentativas identificadas, sua taxa permanece inferior à observada no RG e na CNH.
“É importante separar volume de tentativas e taxa de fraude. RG e CNH são documentos consolidados, amplamente utilizados pela população e, naturalmente, estão presentes em um número muito maior de jornadas. Ao mesmo tempo, quando observamos proporcionalmente as validações de cada documento, a CIN apresenta uma incidência significativamente menor de fraude.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.