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O US Open e os limites da influência nos eventos esportivos

Máquina do Esporte ·

A presença de criadores de conteúdo em grandes eventos e competições esportivas é uma tendência inevitável e, sob a ótica do mercado, uma ótima forma de diversificar audiências e aproximar o público jovem de diferentes modalidades.

No entanto, episódios recentes escancararam a urgência de estabelecermos limites claros para a atuação dos influenciadores em eventos esportivos.

O US Open serviu como um divisor de águas e um alerta para todo o mercado de “creator economy”.

Ao distribuir cerca de 100 credenciais a criadores de conteúdo, a organização viu a ideia de buscar por conteúdos virais colidir diretamente com as premissas básicas do tênis.

Alguns jogos foram interrompidos, como a estreia de Naomi Osaka, por ruídos e pelo excesso do uso de iluminação artificial nas arquibancadas.

View this post on Instagram A reação dos atletas foi imediata.

Jessica Pegula, atual número 3 do mundo, lembrou que os atletas estão ali trabalhando, enquanto Boris Becker, ex-número 1 do mundo, pediu mais controle por parte da organização.

Ambos criticaram o comportamento dos influenciadores.

A resposta veio por parte de Wimbledon, outro Grand Slam, que anunciou que, para 2027, eliminará o credenciamento específico para influenciadores e poderá vetar ou confiscar equipamentos na entrada.

As reclamações dos atletas e a reação da organização provocaram diversos debates no mercado de esporte e influência, como a falta de uma boa curadoria e instruções claras antes de colocar um influenciador dentro das competições.

Levar um criador de conteúdo para um ambiente com rituais rígidos de etiqueta, como o tênis, em que o silêncio durante as partidas é sagrado, exige preparação.

A comparação da norte-americana Coco Gauff foi ótima: se você é convidado para um evento de gala, não aparece vestindo jeans.

Da mesma forma, ao cobrir um torneio, o criador precisa ser instruído sobre quando gravar, como se portar e como respeitar o espaço ao seu redor.

Quando marcas e agências enviam influenciadores sem o devido briefing e sem entender se aquela pessoa tem afinidade ou maturidade para o ambiente, o resultado é realmente desastroso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.

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