Padre excomungado em SP por liga��o com grupo ultraconservador fez vaquinha para construir igreja
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O reverendo negou que fazia parte do grupo em vídeo publicado em abril, no canal Centro Dom Bosco, que aborda questões ultraconservadoras da Igreja Católica . Ele disse que pediu apoio e acompanhamento da fraternidade para a construção de sua própria igreja.
"Eu não sou membro oficial da Fraternidade Sacerdotal São Pio 10º, sou apenas um amigo, um padre amigo desta fraternidade e que conto com este apoio espiritual destes sacerdotes da Fraternidade São Pio 10º no Brasil", disse ele no vídeo.
"Nesse sentido que, desde o início da minha decisão [de fazer a campanha], eu procurei apoio e acompanhamento junto à Fraternidade Sacerdotal São Pio 10º, na pessoa do padre Montagut, superior da Fraternidade no Brasil", acrescentou.
Nesse mesmo vídeo, ele divulgou sua vaquinha com meta de R$ 190 mil para a compra de terreno e construção de sua própria igreja em Campo Limpo Paulista, no interior. Até esta terça-feira (11) a campanha arrecadou mais de R$ 70 mil.
A reportagem não conseguiu contato direto com o padre Rodrigo de Oliveira da Silva, que também não fez declarações públicas sobre sua excomunhão, a penalidade eclesiástica máxima da Igreja Católica.
A diocese de Jundiaí disse, em nota, que a partir da excomunhão, os atos ministeriais do reverendo, assim como de todos vinculados a fraternidade, são considerados ilícitos. A medida se estende, ainda, aos fiéis que aderirem ao grupo.
"As celebrações litúrgicas, as atividades de cunho pastoral, as iniciativas formativas e quaisquer outros atos realizados no espaço de culto coordenado pelo padre Rodrigo de Oliveira da Silva não se realizam em comunhão com o romano pontífice [o papa] nem com o bispo diocesano de Jundiaí, sendo, portanto, irregulares", diz trecho da nota.
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