“Bumbum de cadeira”: passar longos períodos sentado pode achatar o glúteo?
Ficar muito tempo sentada pode “achatar” o glúteo? Com o home office, horas em frente ao computador, trânsito e uma rotina em que boa parte do dia acontece sentada, o chamado “bumbum de cadeira” ganhou espaço como uma forma popular de descrever a sensação de glúteos mais “apagados”.
Apesar do nome, não se trata de um diagnóstico médico, mas a expressão ajuda a chamar atenção para um comportamento cada vez mais comum.
A lógica está na própria função da musculatura.
O glúteo máximo é bastante solicitado em movimentos como caminhar , levantar, subir escadas e estender o quadril, mas trabalha muito menos durante longos períodos em posição estática.
Leia Mais Sem Ozempic: estudo mostra alternativa para controlar a obesidade em idosos Efeito sanfona: veja como bactéria intestinal pode evitar fenômeno em dieta Caneta emagrecedora e constipação: veja como melhorar intestino preso Por isso, mais importante do que contar quantas horas alguém passa em uma cadeira é observar quanto essa pessoa se movimenta no restante do dia.
Quando a rotina sedentária vem acompanhada de pouca atividade física e ausência de fortalecimento, a musculatura pode perder condicionamento, o que interfere na percepção de volume, projeção e firmeza da região.
A ciência também ajuda a entender o que acontece enquanto estamos sentados.
Estudos de imagem mostram que os tecidos dos glúteos sofrem compressão e se deslocam sob o peso corporal nessa posição.
Ao mesmo tempo, pesquisas sobre reduções importantes da atividade física mostram que menos movimento representa menos estímulo para a manutenção muscular.
Essa combinação ajuda a explicar por que algumas pessoas podem perceber mudanças no contorno depois de períodos prolongados de sedentarismo , embora isso varie de acordo com a rotina e as características de cada corpo.
Especialistas discutem limites éticos da IA na medicina | CNN SINAIS VITAIS Médica explica o chamado “bumbum de cadeira” Para a médica Danuza Alves, referência em harmonização glútea e diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, o chamado “bumbum de cadeira” precisa ser interpretado dentro de um conjunto de fatores.
“Quando você passa muitas horas sentada e, fora dali, também não estimula essa musculatura, o glúteo recebe menos estímulo.
Não é simplesmente uma questão de ficar algumas horas em uma cadeira, mas do conjunto da rotina.
Quanto menos essa musculatura é solicitada, maior pode ser a percepção de um bumbum menos firme e com o desenho menos evidente”, explica.
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